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4 minutos de leitura

Melanoma maligno: entenda o que é e como se proteger

Câncer de pele agressivo exige atenção e medidas preventivas para o diagnóstico precoce e tratamento eficaz
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Dra. Natália Fraile - oncologista - -Atualizado em 11/06/2024

O melanoma maligno é o tipo de câncer de pele mais agressivo e, se não detectado e tratado precocemente, pode ser fatal. Embora represente apenas cerca de 1% dos casos de câncer de pele, o melanoma é responsável pela maioria das mortes por essa doença. No Brasil, estima-se que mais de 8 mil novos casos sejam diagnosticados em 2024, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Trata-se de uma doença séria, mas, com diagnóstico e tratamento precoces, as chances de cura são altas. É fundamental estar atento aos sinais e sintomas da doença e procurar um dermatologista imediatamente em caso de suspeita.

Melanoma maligno: o que é?

O melanoma maligno é um tipo de câncer de pele que se origina nos melanócitos, as células responsáveis pela produção de melanina, o pigmento que dá cor à pele.

Este tipo de câncer é conhecido por ser mais agressivo e por ter maior chance de se espalhar para outras partes do corpo, se não diagnosticado e tratado precocemente.

Ele pode surgir em qualquer área da pele, inclusive nas mucosas e nos olhos, sendo mais comum em áreas expostas ao sol.

Tipos de câncer de pele

Existem vários tipos de câncer de pele, dos quais os mais comuns são o carcinoma basocelular, o carcinoma espinocelular e o melanoma maligno.

O carcinoma basocelular é o tipo mais comum e menos agressivo, frequentemente encontrado em áreas expostas ao sol e raramente se espalha para outras partes do corpo.

O carcinoma espinocelular é um pouco mais agressivo que o basocelular e pode se espalhar se não tratado.

Já o melanoma maligno, embora menos comum, é o mais perigoso devido à sua alta capacidade de metástase.

Causas para o melanoma maligno

A principal causa do melanoma maligno é a exposição excessiva aos raios ultravioleta (UV) do sol, seja por meio da luz solar direta ou de câmaras de bronzeamento artificial.
Pessoas com pele clara, histórico familiar de melanoma, muitas pintas (nevos) e que já tiveram outros tipos de câncer de pele também apresentam maior risco de desenvolver a doença.

Além disso, mutações genéticas específicas também podem predispor alguns indivíduos ao desenvolvimento do melanoma.

Formas de prevenir o melanoma maligno

A prevenção do melanoma maligno envolve principalmente a proteção contra a exposição excessiva aos raios UV. Algumas medidas eficazes incluem:

  • Usar protetor solar com FPS 50 ou superior todos os dias, mesmo em dias nublados e durante o expediente no escritório. Reaplicar a cada duas horas ou após suor intenso e contato com água. Usar uma boa quantidade: o côncavo da mão para cada segmento corporal.
  • Evitar a exposição solar durante as horas de maior intensidade (entre 9h e 15h).
  • No sol, usar roupas e chapéus com proteção UVA e UVB, além de óculos escuros.
  • Evitar o uso de câmaras de bronzeamento artificial (proibidas no Brasil). Além das medidas de prevenção, são fundamentais as que favorecem o diagnóstico precoce e, portanto, a cura. E são elas:
  • Fazer o autoexame da pele: observar periodicamente a pele em busca de alterações nas pintas (nevos), como mudanças de tamanho, cor, forma ou bordas irregulares.
  • Consultar um dermatologista regularmente: para acompanhamento das pintas e diagnóstico precoce de qualquer anomalia.

Principais sintomas

Os principais sintomas do melanoma maligno são:

  • Alterações nas pintas (nevos): crescimento, mudança de cor, forma ou bordas irregulares, coceira, sangramento ou ulceração.
  • Surgimento de novas manchas na pele: com características irregulares, cores variadas (preto, marrom, vermelho, branco) ou que apresentem crescimento rápido.
  • Manchas ou caroços pretos ou castanhos na pele: que não cicatrizam em algumas semanas.

É importante observar a regra ABCDE para identificar sinais suspeitos: Assimetria, Bordas irregulares, Cor variada, Diâmetro maior que 6mm e Evolução da pinta.

Qual médico procurar?

Se você notar qualquer sinal ou sintoma suspeito na pele, é essencial procurar um dermatologista. Este especialista é treinado para diagnosticar e tratar doenças da pele, incluindo o melanoma maligno.

Em casos de confirmação de câncer, o dermatologista pode encaminhar o paciente para um oncologista, que é especializado no tratamento do câncer.

Diagnóstico do melanoma maligno

O diagnóstico do melanoma maligno geralmente começa com um exame físico realizado pelo dermatologista.

O dermatologista irá avaliar a necessidade de dermatoscopia digital ou mapeamento corporal de nevos, ou seja, fotos de todos os segmentos corporais e avaliação das pintas feitas com dermatosópio, aparelho que possui várias lâmpadas de LED associadas a lentes de aumento.

Essas imagens são gravadas e, após seis meses ou um ano, esse exame é repetido para avaliar a evolução de pintas. Se uma lesão suspeita for encontrada, o próximo passo é uma biópsia, onde uma amostra do tecido é removida e examinada ao microscópio.

Exames adicionais, como biópsia de linfonodo sentinela, tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM), podem ser realizados para determinar se o câncer se espalhou.

Formas de tratamento

O tratamento do melanoma maligno depende do estágio do câncer e pode incluir:

  • Cirurgia: a remoção cirúrgica da lesão é o tratamento primário para melanomas localizados.
  • Imunoterapia: uso de medicamentos que ajudam o sistema imunológico a combater o câncer.
  • Terapia Alvo: medicamentos que atacam mutações específicas presentes nas células cancerígenas.
  • Quimioterapia: uso de medicamentos para destruir células cancerígenas.
  • Radioterapia: uso de radiação para destruir células cancerígenas.

A escolha do tratamento depende de vários fatores, incluindo a localização e o estágio do melanoma, bem como a saúde geral do paciente.

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Dra. Natália Fraile

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