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Ecodoppler de Carótidas e Vertebrais: Como é o Exame?

O ecodoppler de carótidas e vertebrais é um exame de imagem que avalia as artérias carótidas e vertebrais podendo indicar se há risco de AVC.
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Dra. Renata Simm - neurologista - -Atualizado em 07/03/2024
ecodoppler de carótidas e vertebrais

Ecodoppler de Carótidas e Vertebrais: Como é o Exame?

O ecodoppler de carótidas e vertebrais é um exame no qual se utiliza técnica de ultrassom para avaliar em tempo real o fluxo sanguíneo nas artérias carótidas e vertebrais, que são importantes vasos sanguíneos do pescoço. Ele é destinado à pesquisa da parede arterial e também do fluxo sanguíneo, com o objetivo de auxiliar na detecção de patologias como doença aterosclerótica, angulações, arterites e outros problemas que podem afetar as artérias carótidas e vertebrais.

A seguir, saiba como funciona o ecodoppler e quando ele é indicado.

O que é exame ecodoppler de carótidas e vertebrais?

O ultrassom das carótidas e vertebrais, como também é conhecido o ecodoppler de carótidas e vertebrais, diz respeito a uma técnica simples e indolor para analisar o interior das artérias carótidas, pelas quais o oxigênio é transportado para o cérebro. Problemas de saúde, como pressão alta, colesterol elevado e acúmulo de gordura nessas artérias, podem dificultar o fluxo de sangue ou até mesmo gerar a formação de placas e de coágulos que, ao serem conduzidos para o cérebro, podem causar AVC, por exemplo. Por isso, esse tipo de exame é muito importante no contexto de investigação das doenças cerebrovasculares e consequentemente para a recomendação de um tratamento adequado.

Para quem o ecodoppler é indicado?

O exame ecodoppler de carótidas e vertebrais é solicitado pelo médico para pessoas que apresentem um histórico de doença aterosclerótica (placa de gordura nas artérias), histórico de AVC isquêmico para investigação da causa, eventualmente para pacientes com sintomas neurológicos como tonturas e vertigens, a fim de identificar o risco de doenças e evitar que evoluam.

A seguir, conheça como a avaliação do exame pode constatar riscos de doenças.

O que ele pode detectar?

O ecodoppler de carótidas e vertebrais pode medir a espessura da parede do vaso e também o acúmulo de gordura para perceber se há ameaça de AVC, aterosclerose e arterites em pessoas com os seguintes fatores de risco:

histórico de AVC ou doença cardíaca na família; hipertensão arterial; diabetes; colesterol alto; doença coronária; doenças do colágeno.

A médica reforça a importância da realização do exame nesse contexto e diz que é possível prevenir o AVC e as doenças cardíacas “ao controlar os fatores de risco tais como pressão arterial alta; diabetes e colesterol elevado; evitar o tabagismo; sedentarismo; dieta rica em sal e gorduras e estresse constante”, explica.

Como o exame é feito?

O exame é fácil de ser realizado, pois a pessoa precisa apenas ficar deitada para que o médico passe o aparelho de ultrassom no pescoço. Nesse momento, pode ser aplicado gel na pele com o intuito de melhorar a imagem no equipamento. Em alguns casos, pode ser necessário que o paciente altere a posição do corpo e se deite de lado para que a imagem fique mais nítida. Não é exigido nenhum preparo em especial, além de uso de roupa confortável.

A realização do exame é simples. Conforme explica a Dra. Marcele Schettini, “por ser um exame de fácil realização e não invasivo, o doppler de carótidas pode rapidamente revelar um diagnóstico como estreitamento do vaso – estenose –, placas de aterosclerose, acotovelamento do vaso e redução do fluxo sanguíneo para o cérebro e, com base nisso, o médico solicita exames mais específicos”.

Por que fazer o ecodoppler de carótidas?

Porque o doppler de carótidas e vertebrais é uma ferramenta não invasiva e segura para avaliar o sistema vascular no pescoço. O resultado do exame fornece informações valiosas para os profissionais de saúde, permitindo a identificação precoce de condições que podem levar a problemas circulatórios no cérebro e, assim, ajudando na prevenção e no manejo adequado dessas condições.

De acordo com a especialista: “A complementação na avaliação da circulação cerebral pode ser realizada por meio do doppler transcraniano e da angiotomografia dos vasos cervicais e intracranianos.”.

Consulte sempre o médico para que ele o oriente quanto ao exame necessário para auxiliar o diagnóstico e a indicação do tratamento de acordo com seu perfil.

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Dra. Renata Simm

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