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Equipe Santa Paula - Equipe Santa Paula Atualizado em 08/07/2026

Oncologia

4 minutos de leitura

Quais os exames para detectar câncer de garganta​?

Saiba quais exames podem ser solicitados para investigar o câncer de garganta, como é feito o diagnóstico e quando procurar avaliação médica.

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O diagnóstico do câncer de garganta envolve avaliação clínica, exames de imagem e biópsia. Conheça os principais métodos utilizados.

Rouquidão que não melhora, dificuldade para engolir, sensação de algo preso na garganta e dor persistente são sintomas que costumam despertar preocupação. Quando esses sinais permanecem por semanas, é comum surgir a dúvida sobre algo mais sério como o câncer de garganta.

O diagnóstico dessa doença não depende de um único exame. Na prática, a investigação é feita em etapas, começando pela avaliação clínica e evoluindo para exames que permitem visualizar a garganta, identificar alterações suspeitas e confirmar o diagnóstico por meio da análise de uma amostra do tecido.

Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores tendem a ser as possibilidades de tratamento e preservação das funções da fala, da deglutição e da respiração.

O que é considerado câncer de garganta?

O termo "câncer de garganta" é utilizado para descrever tumores que podem surgir em diferentes regiões da faringe e da laringe.

A faringe é um canal muscular que conecta o nariz e a boca ao esôfago e à laringe. Já a laringe abriga as cordas vocais e participa da produção da voz, além de proteger as vias respiratórias durante a deglutição.

A maioria desses tumores se desenvolve a partir das células que revestem internamente essas estruturas, sendo classificados como carcinomas de células escamosas.

Entre os principais fatores de risco estão o tabagismo, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, a infecção pelo papilomavírus humano (HPV), exposição ocupacional a determinadas substâncias químicas e histórico familiar.

Como é feito o diagnóstico?

A investigação começa com uma consulta detalhada. Durante o atendimento, o médico pergunta quando os sintomas começaram, se houve mudanças na voz, dificuldade para engolir, perda de peso, tabagismo, consumo de álcool e histórico familiar de câncer.

Em seguida, realiza o exame físico da boca, garganta e pescoço, procurando alterações nas mucosas, aumento de linfonodos e outras características que possam indicar a necessidade de exames complementares.

Quando os exames são indicados?

Os exames costumam ser solicitados quando existem sintomas persistentes ou alterações identificadas durante a consulta médica.

Os sinais que mais frequentemente levam à investigação incluem:

  • rouquidão por mais de duas ou três semanas;
  • dificuldade ou dor para engolir;
  • dor de garganta persistente;
  • sensação de corpo estranho na garganta;
  • nódulo no pescoço;
  • tosse com sangue;
  • dor de ouvido sem causa aparente;
  • perda de peso involuntária.

Nem sempre esses sintomas indicam câncer, mas sua persistência merece avaliação especializada.

Exames utilizados para detectar o câncer de garganta

Depois da suspeita clínica ou da confirmação por biópsia, exames de imagem ajudam a avaliar a extensão da doença.

Laringoscopia

Entre os exames mais importantes para investigar o câncer de garganta está a laringoscopia. Esse procedimento permite visualizar diretamente estruturas como a laringe, as cordas vocais e parte da faringe utilizando um aparelho equipado com câmera e iluminação.

Na maioria das vezes, é realizada uma laringoscopia flexível, feita com um endoscópio fino introduzido pelo nariz após aplicação de anestésico local. O exame costuma durar poucos minutos e pode ser realizado no consultório.

Quando necessário, o especialista também pode indicar uma laringoscopia direta sob anestesia, principalmente quando há necessidade de coletar material para biópsia.

Tomografia computadorizada

A tomografia fornece imagens detalhadas da garganta e do pescoço, permitindo avaliar o tamanho do tumor, sua localização e possível comprometimento de estruturas vizinhas.

Também auxilia na identificação de linfonodos aumentados.

Ressonância magnética

A ressonância oferece excelente definição dos tecidos moles e pode ser indicada quando há necessidade de analisar estruturas profundas ou o envolvimento de músculos e nervos.

PET-CT

Em situações específicas, como em tumores mais avançados, o PET-CT pode ser utilizado para identificar áreas de maior atividade metabólica e pesquisar metástases ou recorrência da doença.

A integração entre diferentes especialidades e o acesso aos contribuem para um diagnóstico preciso e para a definição do tratamento mais adequado para cada paciente.

O Hospital Santa Paula conta estrutura completa e especialistas em oncologia para diagnóstico e tratamento de alterações na garganta e vias aéreas superiores.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia

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