
O diagnóstico do câncer de garganta envolve avaliação clínica, exames de imagem e biópsia. Conheça os principais métodos utilizados.
Rouquidão que não melhora, dificuldade para engolir, sensação de algo preso na garganta e dor persistente são sintomas que costumam despertar preocupação. Quando esses sinais permanecem por semanas, é comum surgir a dúvida sobre algo mais sério como o câncer de garganta.
O diagnóstico dessa doença não depende de um único exame. Na prática, a investigação é feita em etapas, começando pela avaliação clínica e evoluindo para exames que permitem visualizar a garganta, identificar alterações suspeitas e confirmar o diagnóstico por meio da análise de uma amostra do tecido.
Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores tendem a ser as possibilidades de tratamento e preservação das funções da fala, da deglutição e da respiração.
O que é considerado câncer de garganta?
O termo "câncer de garganta" é utilizado para descrever tumores que podem surgir em diferentes regiões da faringe e da laringe.
A faringe é um canal muscular que conecta o nariz e a boca ao esôfago e à laringe. Já a laringe abriga as cordas vocais e participa da produção da voz, além de proteger as vias respiratórias durante a deglutição.
A maioria desses tumores se desenvolve a partir das células que revestem internamente essas estruturas, sendo classificados como carcinomas de células escamosas.
Entre os principais fatores de risco estão o tabagismo, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, a infecção pelo papilomavírus humano (HPV), exposição ocupacional a determinadas substâncias químicas e histórico familiar.
Como é feito o diagnóstico?
A investigação começa com uma consulta detalhada. Durante o atendimento, o médico pergunta quando os sintomas começaram, se houve mudanças na voz, dificuldade para engolir, perda de peso, tabagismo, consumo de álcool e histórico familiar de câncer.
Em seguida, realiza o exame físico da boca, garganta e pescoço, procurando alterações nas mucosas, aumento de linfonodos e outras características que possam indicar a necessidade de exames complementares.
Quando os exames são indicados?
Os exames costumam ser solicitados quando existem sintomas persistentes ou alterações identificadas durante a consulta médica.
Os sinais que mais frequentemente levam à investigação incluem:
- rouquidão por mais de duas ou três semanas;
- dificuldade ou dor para engolir;
- dor de garganta persistente;
- sensação de corpo estranho na garganta;
- nódulo no pescoço;
- tosse com sangue;
- dor de ouvido sem causa aparente;
- perda de peso involuntária.
Nem sempre esses sintomas indicam câncer, mas sua persistência merece avaliação especializada.
Exames utilizados para detectar o câncer de garganta
Depois da suspeita clínica ou da confirmação por biópsia, exames de imagem ajudam a avaliar a extensão da doença.
Laringoscopia
Entre os exames mais importantes para investigar o câncer de garganta está a laringoscopia. Esse procedimento permite visualizar diretamente estruturas como a laringe, as cordas vocais e parte da faringe utilizando um aparelho equipado com câmera e iluminação.
Na maioria das vezes, é realizada uma laringoscopia flexível, feita com um endoscópio fino introduzido pelo nariz após aplicação de anestésico local. O exame costuma durar poucos minutos e pode ser realizado no consultório.
Quando necessário, o especialista também pode indicar uma laringoscopia direta sob anestesia, principalmente quando há necessidade de coletar material para biópsia.
Tomografia computadorizada
A tomografia fornece imagens detalhadas da garganta e do pescoço, permitindo avaliar o tamanho do tumor, sua localização e possível comprometimento de estruturas vizinhas.
Também auxilia na identificação de linfonodos aumentados.
Ressonância magnética
A ressonância oferece excelente definição dos tecidos moles e pode ser indicada quando há necessidade de analisar estruturas profundas ou o envolvimento de músculos e nervos.
PET-CT
Em situações específicas, como em tumores mais avançados, o PET-CT pode ser utilizado para identificar áreas de maior atividade metabólica e pesquisar metástases ou recorrência da doença.
A integração entre diferentes especialidades e o acesso aos contribuem para um diagnóstico preciso e para a definição do tratamento mais adequado para cada paciente.
O Hospital Santa Paula conta estrutura completa e especialistas em oncologia para diagnóstico e tratamento de alterações na garganta e vias aéreas superiores.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
Bibliografia
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