
A presença de um nódulo no pescoço nem sempre indica câncer. Conheça as principais causas, os sinais de alerta e quando é importante buscar avaliação especializada.
Encontrar um nódulo no pescoço costuma gerar preocupação, principalmente pelo receio de que ele esteja relacionado ao câncer. Embora essa seja uma possibilidade, a maioria dos nódulos cervicais tem origem benigna e pode estar associada a infecções, inflamações, alterações na tireoide ou aumento dos linfonodos.
A presença ou ausência de dor, por si só, não é suficiente para determinar a causa do nódulo. Algumas lesões benignas podem causar dor, enquanto determinados tipos de câncer podem se desenvolver de forma silenciosa e sem desconforto nas fases iniciais. Por isso, qualquer nódulo que persista por mais de duas semanas ou apresente crescimento progressivo deve ser avaliado por um médico.
O que pode causar um nódulo no pescoço?
O pescoço abriga diferentes estruturas, como linfonodos, glândulas salivares, músculos, vasos sanguíneos e a tireoide. Alterações em qualquer uma delas podem provocar o surgimento de um nódulo.
Entre as causas mais frequentes estão:
- linfonodos aumentados por infecções virais ou bacterianas;
- nódulos na tireoide;
- cistos congênitos;
- doenças inflamatórias;
- tumores benignos das glândulas salivares;
- câncer de cabeça e pescoço ou metástases para os linfonodos cervicais.
De acordo com a American Thyroid Association (ATA) o nódulo na tireoide é detectado em 5% a 7% dos adultos e pode representar câncer de tireoide em 4% a 6,5% dos casos.
Nódulo doloroso pode ser câncer?
Os nódulos dolorosos geralmente estão associados a infecções ou inflamações, que provocam aumento dos linfonodos e sensibilidade local. Nesses casos, também podem surgir sintomas como febre, dor de garganta ou infecções dentárias.
Por outro lado, muitos tumores malignos da cabeça e do pescoço não causam dor nas fases iniciais. Em geral, apresentam crescimento lento, consistência endurecida, pouca mobilidade e permanecem por semanas ou meses sem desaparecer.
Isso significa que a ausência de dor não exclui a possibilidade de câncer, assim como sentir dor não confirma um diagnóstico de malignidade.
Quais características merecem atenção?
Alguns sinais aumentam a necessidade de investigação médica, principalmente quando o nódulo:
- permanece por mais de duas semanas;
- aumenta de tamanho progressivamente;
- apresenta consistência endurecida;
- está fixo aos tecidos profundos;
- mede mais de 1,5 a 2 centímetros;
- vem acompanhado de rouquidão persistente, dificuldade para engolir ou perda de peso sem causa aparente.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), pessoas com histórico de tabagismo, consumo frequente de bebidas alcoólicas ou exposição prévia à radiação também podem apresentar maior risco para alguns tipos de câncer de cabeça e pescoço.
Como é feito o diagnóstico?
A investigação começa com a avaliação clínica e o histórico do paciente. Dependendo das características do nódulo, podem ser solicitados exames como:
- ultrassonografia do pescoço;
- ultrassonografia da tireoide;
- tomografia computadorizada ou ressonância magnética;
- exames laboratoriais;
- punção aspirativa por agulha fina (PAAF);
- biópsia, quando indicada.
A escolha dos exames depende da localização do nódulo, da idade do paciente e das suspeitas levantadas durante a consulta.
Quando procurar um especialista?
É recomendado procurar avaliação médica sempre que surgir um nódulo no pescoço que não desapareça após duas semanas, aumente de tamanho ou esteja associado a sintomas como rouquidão persistente, dificuldade para engolir, dor ao engolir, perda de peso inexplicada ou aumento dos linfonodos.
O diagnóstico precoce permite identificar a causa da alteração e iniciar o tratamento mais adequado, quando necessário.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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