
A apneia do sono é uma condição que prejudica não apenas o sono, mas também o cotidiano dos pacientes. É uma alteração funcional do sistema respiratório que interfere na qualidade de vida com alta morbidade e mortalidade.
De acordo com o cirurgião bucomaxilofacial, dr. Luiz Fernando Lobo Leandro, cerca de 83% da população sofre com a disfunção sem saber. E se ela não for tratada adequadamente, pode resultar em uma série de complicações de saúde (sobretudo cardiovasculares). Por isso, é fundamental consultar um médico e receber tratamento individualizado.
Apneia do sono: o que é?
A apneia do sono é um distúrbio caracterizado por interrupções na respiração durante o sono, que acontecem devido a uma obstrução das vias aéreas.
Quando recorrentes, tais pausas causam uma diminuição da oxigenação do sangue e uma fragmentação do sono. Ela também pode ser chamada de síndrome obstrutiva da hipoapneia (SAHOS) ou de apneia obstrutiva do sono.
Principais causas para a apneia do sono
Diversos fatores podem contribuir para o desenvolvimento da apneia obstrutiva do sono, a exemplo de:
- Obesidade;
- Desvio de septo nasal;
- Hipertrofia de amígdalas, adenoide ou língua;
- Retrognatia (queixo para trás, também chamado de queixo curto).
Além desses, a idade, o histórico familiar, hábitos de vida e algumas características anatômicas podem aumentar o risco.
Possíveis riscos
A apneia não prejudica somente o sono. Essa condição é capaz de afetar outros aspectos da saúde – como o coração, um dos órgãos que sofre sobrecarga com a doença. Entre os principais riscos e complicações, estão:
- Hipertensão arterial de difícil controle;
- Infarto;
- Acidente vascular cerebral (AVC);
- Arritmias cardíacas;
- Insuficiência cardíaca;
- Morte súbita.
Sintomas da apneia do sono
Por alguma dificuldade de desenvolver um padrão respiratório do ponto de vista funcional adequado, a quantidade de oxigênio inspirado pode ser insuficiente. Isso significa dizer que o corpo da pessoa não está conseguindo aprender ou manter o jeito mais eficiente de respirar.
O que pode levar aos sintomas mais comuns da apneia do sono:
- Ronco alto;
- Sonolência diurna;
- Dificuldade de concentração;
- Irritabilidade;
- Despertares durante a noite;
- Alterações no quadro hematológico (virose, deficiência de vitaminas);
- Dores de cabeça.
A sonolência, irritabilidade e baixa concentração são consequências diretas do sono partido ao longo da noite. A SAHOS é um problema de saúde pública que não está somente ligado à sonolência diurna excessiva (SDE), como também ao comprometimentos da capacidade cognitiva e redução dos reflexos.
Por isso ela pode ter repercussões no trabalho, aumentando a taxa de absenteísmo. O indicador representa a quantidade de vezes que os funcionários faltaram, chegaram atrasados ou saíram mais cedo.
O problema também incide diretamente sobre a vida social do indivíduo, prejudicando diretamente a sua qualidade de vida. Se não for tratada, a apneia obstrutiva do sono pode gerar complicações de saúde ou agravar problemas já existentes.
Assim, em quadros mais avançados e não controlados - inclusive com complicações secundárias-, os pacientes também podem apresentar:
- Impotência sexual;
- Hipertensão;
- Arritmia cardíaca;
- Dor no peito.
Por isso, a busca por um médico é essencial, pois contribui para o diagnóstico e garante um tratamento adequado.
Diagnóstico da apneia do sono
O exame mais comumente utilizado para diagnosticar a síndrome é a polissonografia, conduzida enquanto o paciente dorme à noite.
Esse procedimento é realizado com o auxílio de eletrodos, que são fixados na pele do indivíduo com o intuito de mensurar vários parâmetros, como a frequência cardíaca, oxigenação do sangue, posição de decúbito no sono, entre outros.
Tratamentos para a apneia do sono
Para tratar, é preciso avaliar cuidadosamente os múltiplos fatores que podem estar interferindo na qualidade de sono de cada pessoa. De modo geral, os pacientes são orientados a evitar álcool e sedativos antes de dormir e, se necessário, a perder peso.
Em alguns casos, pode haver indicação de tratamento cirúrgico, com o objetivo de corrigir a anatomia das vias aéreas superiores. Há também abordagens terapêuticas menos invasivas, como o uso de dispositivos bucais ou de CPAP.
CPAP: o que é?
O CPAP (em inglês, continuous positive airway pressure) é um aparelho que fornece pressão às vias aéreas superiores. Isso é feito por meio de uma máscara. O seu objetivo é evitar o colapso da faringe e da base da língua na inspiração, ou seja, impede que as vias aéreas se fechem durante o sono.
Essa alternativa, também chamada de terapia de pressão positiva contínua, é frequentemente recomendada para casos severos de apneia do sono ou para pacientes que têm contraindicação à abordagem cirúrgica.
Vale lembrar que a utilização do CPAP nos casos com indicação adequada pode melhorar elementos que não os relacionados ao sono, inclusive alguns parâmetros clínicos como hipertensão arterial.
Qual médico procurar?
Geralmente, o diagnóstico da síndrome obstrutiva da hipoapneia é feito por um médico especialista em otorrinolaringologia, medicina do sono ou cirurgião bucomaxilofacial. No Centro Médico do Hospital Santa Paula, você pode agendar consultas com nossos médicos.
O hospital da Rede Américas oferece uma excelente qualidade assistencial ao paciente, com um equipe multidisciplinar e aparelhos modernos para realizar o diagnóstico e abordagem terapêutica necessários.
O propósito é oferecer de forma integrada as melhores e mais atualizadas opções de tratamento. Sempre mantendo um atendimento de excelência com ética, competência e credibilidade.
Agendar consulta
