Ortopedia

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Tipos de fratura de fêmur: sintomas, tratamentos e como é a recuperação

Conheça os tipos de fratura de fêmur, sintomas, tratamento e tempo de recuperação.
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Equipe Santa Paula - Equipe Santa Paula - Equipe Santa PaulaAtualizado em 08/04/2026
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A fratura no fêmur é uma lesão que merece atenção. Entenda os sinais, tratamentos e quando buscar ajuda.

Acidentes, quedas ou impactos de alta intensidade podem causar diferentes tipos de fratura no fêmur. Esse osso é o maior e mais resistente do corpo humano, localizado na região da coxa.

Esse tipo de fratura é comum em acidentes de trânsito ou quedas de altura, podendo acontecer de maneira mais simples em casos de fragilidade óssea.

Quais são os tipos de fratura no fêmur?

As fraturas no fêmur são classificadas principalmente pela localização: proximal (perto do quadril), diafisária (corpo/meio do osso) ou distal (perto do joelho). Cada tipo de fratura varia de acordo com a região afetada e o tipo de impacto.

Fratura do colo do fêmur

A fratura do colo do fêmur é uma lesão que ocorre na parte superior do osso, perto do quadril. É considerada uma das fraturas mais graves, especialmente em idosos, por estar associada à perda de mobilidade e a complicações clínicas importantes.

Os sintomas costumam aparecer logo após a queda ou impacto e na maioria dos casos o tratamento é feito através de cirurgias. A escolha é feita baseada na idade, do tipo de fratura e do estado geral do paciente.

Para evitar esse tipo de quadro, a recomendação é que familiares, cuidadores e/ou responsáveis adequem o ambiente para que o idoso consiga caminhar sem nenhum tipo de obstáculo ou que seja potencialmente inseguro. É preferível evitar os pisos lisos, que podem ser escorregadios, e usar emborrachados para facilitar a mobilidade da pessoa

Fratura intertrocantérica

Também na região do quadril, é frequente após quedas e caracteriza-se por dor intensa, incapacidade de andar e encurtamento/rotação da perna. O diagnóstico, assim como de outras fraturas, é feito com avaliação de um especialista e confirmado por exames de imagem como raio-x ou tomografia.

Na maioria dos casos, o tratamento é cirúrgico, com uso de hastes, placas ou parafusos para estabilizar o osso e permitir uma recuperação mais segura. Sem o tratamento adequado, a fratura intertrocantérica pode levar a complicações como: perda de mobilidade ou infecções mais sérias, piorando o estado geral de saúde do paciente.

A prevenção desse quadro está diretamente ligada à redução do risco de quedas e ao cuidado com a saúde óssea, portanto é importante adotar medidas como:

  • manter a prática regular de atividade física para fortalecimento muscular e equilíbrio
  • garantir ingestão adequada de cálcio e vitamina D
  • tratar condições como osteoporose
  • adaptar o ambiente doméstico para evitar quedas (tapetes soltos, iluminação inadequada, pisos escorregadios)

Fratura da diáfise do fêmur

A fratura da diáfise do fêmur ocorre na parte mais longa e resistente do osso da coxa. Por exigir uma grande força para acontecer, é mais comum em acidentes de alta energia, como colisões de trânsito ou quedas de altura.

Os sintomas incluem dor imediata, incapacidade de sustentar o peso do corpo, deformidade visível na perna, inchaço e hematomas.

Em pacientes com osteoporose ou outras condições que enfraquecem os ossos, essa fratura pode ocorrer em situações menos intensas. Nesses casos, a atenção deve ser redobrada.

O diagnóstico é feito por avaliação clínica e confirmado com exames de imagem, e o tratamento para a maioria dos pacientes é realizado com cirurgia e fisioterapia para recuperação da força muscular após o procedimento.

Fratura distal do fêmur

Essa fratura ocorre na parte final do osso da coxa, próxima ao joelho. Por envolver a articulação, é considerada uma lesão complexa e com impacto direto na mobilidade e na função do membro.

Os sintomas costumam incluir dor intensa na região do joelho ou coxa, inchaço, dificuldade ou incapacidade de apoiar a perna e limitação dos movimentos. O tratamento deve ser imediato, pois a fratura distal do fêmur, quando não tratada corretamente, pode levar a complicações mais sérias.

A prevenção é especialmente importante em pessoas acima de 60 anos, mas também deve ser considerada por adultos com fatores de risco. Pequenas mudanças na rotina como cuidados com a saúde óssea, praticar atividades físicas e atenção às condições de saúde ajudam a reduzir a chance de fraturas e contribuem para mais segurança no dia a dia.

Como é feito o diagnóstico da fratura?

O diagnóstico envolve uma avaliação clínica realizada por um ortopedista, que analisa os sintomas, histórico do trauma e as limitações de movimento.

Para confirmar e entender a gravidade da fratura, são realizados exames de imagem como:

Raio-X

O raio-x é o exame inicial mais utilizado para identificar a fratura, geralmente o primeiro a ser solicitado pelo médico.

O exame é indolor, dura poucos minutos e não possui necessidade de preparo prévio. Para realizar um raio-x, o paciente posiciona a perna em um aparelho que emite radiação para gerar a imagem do osso.

Pode ser solicitado pelo médico mais de uma vez, geralmente para acompanhar a evolução da cicatrização da fratura ao longo do tratamento.

Tomografia computadorizada

Esse exame ajuda a avaliar fraturas mais complexas ou com múltiplos fragmentos, oferecendo imagens mais detalhadas.

É realizado através de um equipamento em formato de anel, onde o paciente se deita em uma maca para que as imagens possam ser captadas. A duração é de cerca de 10 a 20 minutos e o exame é indolor.

Ressonância magnética

Pode ser indicada em casos específicos, principalmente quando há suspeita de lesões associadas,como danos a músculos, ligamentos ou articulações.

O procedimento é similar ao da tomografia, mas o aparelho é mais fechado e utiliza campos magnéticos (não usa radiação), e pode durar de 20 a 40 minutos.

O exame de ressonância magnética exige que o paciente permaneça imóvel para garantir a qualidade das imagens e em muitos casos esse exame pode ser solicitado mais de uma vez.

O acesso rápido a esses exames, especialmente em hospitais com estrutura completa como o Santa Paula, permite um diagnóstico mais preciso e o início do tratamento no tempo adequado.

Tratamentos para fratura no fêmur

Os tratamentos variam de acordo com a complexidade da lesão, idade do paciente, histórico médico e alguns outros fatores.

Cirurgia: procedimento realizado por um médico ortopedista, onde o cirurgião utiliza hastes, placas ou parafusos para manter o osso na posição correta durante a cicatrização. A cirurgia é o tratamento mais comum na maioria dos casos, principalmente em adultos.

Imobilização: a imobilização pode ser indicada em fraturas menos complexas, e é realizada pelo ortopedista, que utiliza gesso, talas ou órteses para manter o osso estável. Essa opção é mais comum em crianças, pois o osso tem maior capacidade de regeneração. Já em adultos, especialmente idosos, a imobilização isolada é menos comum, pois o risco de complicações por imobilidade prolongada é maior.

Fisioterapia: após a correção da fratura, a fisioterapia é realizada para recuperar a força e a mobilidade. Esse tratamento é conduzido por um fisioterapeuta para a reabilitação de movimentos, sempre com a orientação e acompanhamento do médico ortopedista. O tratamento varia conforme a idade, visto que crianças tendem a se recuperar mais rapidamente e, adultos e idosos geralmente necessitam de cirurgias e apresentam maior risco de complicações.

Tempo de recuperação

O tempo de recuperação pode variar conforme o tipo de fratura, o tratamento adotado e as condições de saúde do paciente.

Em média:

  • Consolidação óssea: 3 a 6 meses.
  • Retorno gradual às atividades: após liberação médica.
  • Recuperação completa: pode levar alguns meses adicionais com fisioterapia.

Em idosos ou pacientes com osteoporose, o tempo pode ser maior e exige acompanhamento mais próximo.

Esse tipo de fratura exige atenção imediata e, quando não tratada corretamente, pode evoluir para uma série de complicações como:

  • Consolidação inadequada do osso
  • Perda de mobilidade e independência
  • Dor crônica
  • Desenvolvimento de trombose devido ao tempo prolongado de imobilização
  • Comprometimento da qualidade de vida

Diante de qualquer suspeita de fratura no fêmur, é fundamental buscar avaliação médica imediata. Sem diagnóstico e tratamento adequados, há risco de complicações como perda de mobilidade, dor crônica e comprometimento da qualidade de vida.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia

Journal Archives of Health. Fraturas proximais do fêmur em adultos: análise comparativa entre fraturas do colo femoral e transtrocantéricas. Vol. 6 No. 4 (2025): Archives of Health, Curitiba, v.6, n.4, Special Edition, 2025. Disponível em: https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/3205. Acesso em: 26 de março de 2026.

MATTEW, S.et al . Distal Femur Fractures. National Library of Medicine [s. l.] julho de 2023. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK551675/. Acesso em: 26 de março de 2026.

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Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Fraturas Expostas de Diáfise de Fêmur em Paciente Adulto Jovem [s. l.] novembro de 2012. Disponível em: https://amb.org.br/files/\_BibliotecaAntiga/fraturas\_expostas\_de\_diafise\_de\_femur\_em\_paciente\_adulto\_jovem.pdf. Acesso em: 26 de março de 2026.

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