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Fratura de quadril em idosos: cuidados necessários e recuperação

Entenda os riscos, tratamentos e cuidados em casos de fratura de quadril em idosos.
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Equipe Santa Paula - Equipe Santa Paula - Equipe Santa PaulaAtualizado em 08/04/2026
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Esse tipo de lesão representa um ponto de atenção importante na saúde do idoso e exige cuidado e acompanhamento especializado.

De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 40% dos idosos com 80 anos ou mais sofrem quedas todos os anos. Entre as possíveis consequências, a fratura de quadril se destaca por seu impacto direto na mobilidade, independência e até mesmo na expectativa de vida.

Na maioria dos casos, esse tipo de fratura está associada a quedas simples, como escorregões dentro de casa.

Fatores como osteoporose, que deixam os ossos mais frágeis, perda de força muscular e alterações de equilíbrio contribuem para a ocorrência de quedas.

Principais sintomas da fratura de quadril

Os sintomas costumam surgir logo após a queda ou trauma, e incluem:

  • dor intensa na região do quadril ou virilha
  • dificuldade ou incapacidade de caminhar ou apoiar o peso na perna afetada
  • encurtamento da perna lesionada
  • limitação dos movimentos

Em alguns casos, a dor pode não ser intensa imediatamente, o que pode atrasar a busca por atendimento médico.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é realizado por um médico ortopedista, com base na avaliação clínica e exames de imagem. Deve ser realizado o mais rápido possível para reduzir riscos.

Raio-X

O raio-x é o exame inicial mais utilizado para identificar a fratura, geralmente o primeiro a ser solicitado pelo médico. O exame é indolor, dura poucos minutos e não possui necessidade de preparo prévio.

Tomografia computadorizada

Esse exame ajuda a avaliar fraturas mais complexas ou com múltiplos fragmentos, oferecendo imagens mais detalhadas. É realizado através de um equipamento em formato de anel, onde o paciente se deita em uma maca para que as imagens possam ser captadas. O exame também é indolor e dura poucos minutos.

Ressonância magnética

Pode ser indicada em casos específicos, principalmente quando há suspeita de lesões associadas. O procedimento é similar ao da tomografia, podendo durar de 20 a 40 minutos.

Em alguns casos, o médico pode solicitar mais de um exame ou repetir o raio-X para acompanhar a evolução da lesão.

Tratamentos e recuperação

O tratamento da fratura de quadril em idosos é, na maioria dos casos, cirúrgico. Em outros, opções como fisioterapia para reabilitação também são indicadas.

Como funciona a cirurgia?

Esse procedimento é realizado por um médico ortopedista, e pode envolver o uso de parafusos, placas ou hastes para fixação do quadril. Outra alternativa é a substituição parcial ou total da articulação (prótese de quadril).

A escolha deve ser realizada junto ao especialista, levando em consideração o tipo de fratura e as condições do paciente.

Fisioterapia

A fisioterapia é essencial para a recuperação e qualidade de vida do paciente. Deve ser iniciada o mais cedo possível, muitas vezes ainda durante a internação.

A depender do caso, além do fisioterapeuta, o tratamento irá contar com o acompanhamento de outros profissionais como médicos clínicos e uma equipe de enfermagem.

Segundo publicação do publicado Journal Archives of Health, estudos apontam que a reabilitação precoce, centrada no paciente e conduzida por equipes interdisciplinares, está associada a melhores resultados na recuperação da mobilidade e da independência funcional.

Tempo de recuperação

O tempo de recuperação pode variar, mas geralmente envolve:

  • Consolidação óssea: entre 3 e 6 meses
  • Reabilitação funcional: pode se estender por meses adicionais

Em idosos, esse processo pode ser mais lento e exige acompanhamento contínuo.

A importância de um tratamento adequado

A fratura de quadril em idosos, quando não tratada corretamente, pode levar a complicações importantes como perda de mobilidade e maior risco de infecções, dores e perda de massa muscular.

O impacto na saúde geral pode ser significativo, aumentando o risco de agravamento de outras condições clínicas.

Mesmo quando os sintomas parecem leves, a ausência de diagnóstico pode permitir a progressão da lesão. Procure um especialista e cuide da sua saúde.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia

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