
Esse tipo de lesão representa um ponto de atenção importante na saúde do idoso e exige cuidado e acompanhamento especializado.
De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 40% dos idosos com 80 anos ou mais sofrem quedas todos os anos. Entre as possíveis consequências, a fratura de quadril se destaca por seu impacto direto na mobilidade, independência e até mesmo na expectativa de vida.
Na maioria dos casos, esse tipo de fratura está associada a quedas simples, como escorregões dentro de casa.
Fatores como osteoporose, que deixam os ossos mais frágeis, perda de força muscular e alterações de equilíbrio contribuem para a ocorrência de quedas.
Principais sintomas da fratura de quadril
Os sintomas costumam surgir logo após a queda ou trauma, e incluem:
- dor intensa na região do quadril ou virilha
- dificuldade ou incapacidade de caminhar ou apoiar o peso na perna afetada
- encurtamento da perna lesionada
- limitação dos movimentos
Em alguns casos, a dor pode não ser intensa imediatamente, o que pode atrasar a busca por atendimento médico.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é realizado por um médico ortopedista, com base na avaliação clínica e exames de imagem. Deve ser realizado o mais rápido possível para reduzir riscos.
Raio-X
O raio-x é o exame inicial mais utilizado para identificar a fratura, geralmente o primeiro a ser solicitado pelo médico. O exame é indolor, dura poucos minutos e não possui necessidade de preparo prévio.
Tomografia computadorizada
Esse exame ajuda a avaliar fraturas mais complexas ou com múltiplos fragmentos, oferecendo imagens mais detalhadas. É realizado através de um equipamento em formato de anel, onde o paciente se deita em uma maca para que as imagens possam ser captadas. O exame também é indolor e dura poucos minutos.
Ressonância magnética
Pode ser indicada em casos específicos, principalmente quando há suspeita de lesões associadas. O procedimento é similar ao da tomografia, podendo durar de 20 a 40 minutos.
Em alguns casos, o médico pode solicitar mais de um exame ou repetir o raio-X para acompanhar a evolução da lesão.
Tratamentos e recuperação
O tratamento da fratura de quadril em idosos é, na maioria dos casos, cirúrgico. Em outros, opções como fisioterapia para reabilitação também são indicadas.
Como funciona a cirurgia?
Esse procedimento é realizado por um médico ortopedista, e pode envolver o uso de parafusos, placas ou hastes para fixação do quadril. Outra alternativa é a substituição parcial ou total da articulação (prótese de quadril).
A escolha deve ser realizada junto ao especialista, levando em consideração o tipo de fratura e as condições do paciente.
Fisioterapia
A fisioterapia é essencial para a recuperação e qualidade de vida do paciente. Deve ser iniciada o mais cedo possível, muitas vezes ainda durante a internação.
A depender do caso, além do fisioterapeuta, o tratamento irá contar com o acompanhamento de outros profissionais como médicos clínicos e uma equipe de enfermagem.
Segundo publicação do publicado Journal Archives of Health, estudos apontam que a reabilitação precoce, centrada no paciente e conduzida por equipes interdisciplinares, está associada a melhores resultados na recuperação da mobilidade e da independência funcional.
Tempo de recuperação
O tempo de recuperação pode variar, mas geralmente envolve:
- Consolidação óssea: entre 3 e 6 meses
- Reabilitação funcional: pode se estender por meses adicionais
Em idosos, esse processo pode ser mais lento e exige acompanhamento contínuo.
A importância de um tratamento adequado
A fratura de quadril em idosos, quando não tratada corretamente, pode levar a complicações importantes como perda de mobilidade e maior risco de infecções, dores e perda de massa muscular.
O impacto na saúde geral pode ser significativo, aumentando o risco de agravamento de outras condições clínicas.
Mesmo quando os sintomas parecem leves, a ausência de diagnóstico pode permitir a progressão da lesão. Procure um especialista e cuide da sua saúde.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
Bibliografia
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