Você sabia que há 7 principais causas de AVC?

Descubra quais são elas e como prevenir e tratar. No caso do AVC, o tempo para ser atendido em um hospital é crucial para evitar sequelas e complicações

Quando o suprimento de sangue para parte do cérebro é interrompido ou reduzido, o tecido cerebral não obtém oxigênio nem nutrientes. Esse processo é popularmente conhecido como “derrame”, mas, na medicina, o termo correto é Acidente Vascular Cerebral (AVC). Esse citado acima é o tipo isquêmico, ou seja, ocorre quando os vasos sanguíneos do cérebro se estreitam ou bloqueiam, causando um fluxo sanguíneo severamente reduzido (isquemia). Mas há também o hemorrágico, isto é, quando ocorre sangramento em uma parte do cérebro em consequência do rompimento de um vaso sanguíneo. Embora menos comum, costuma ser mais grave. Essas doenças podem causar danos graves aos pacientes, além da chance de incapacidade ou mesmo óbito.

De acordo com a Associação Brasil AVC (ABAVC), o derrame cerebral pode ocorrer a qualquer hora, durante qualquer atividade e até mesmo durante o sono. Para ajudar a prevenir esse quadro tão delicado, é muito importante compreender quais são as principais condições determinantes para o aumento das probabilidades de desenvolvimento dessa enfermidade.

O que causa a doença?

Abaixo listamos os sete principais fatores de risco para o AVC:

Hipertensão arterial (pressão alta) – essa é a maior causa de derrames. Se sua pressão arterial for tipicamente 140/90 ou superior, é importante discutir possíveis tratamentos com seu médico.

Tabagismo – todas as centenas de compostos tóxicos do cigarro aumentam a pressão arterial, além disso, a fumaça do cigarro causa acúmulo de gordura nas artérias. Ou seja, esse hábito engrossa o sangue e aumenta a possibilidade de coagulação sanguínea, fatores que intensificam os riscos de desenvolver um AVC.

Diabetes – o diabetes mal controlado é um importante fator de risco, pois a glicose em excesso no sangue vai, lentamente, danificando as artérias do corpo, causando sua obstrução.

Doença cardíaca – diversas doenças do coração podem aumentar significativamente o risco de AVC, entre elas alguns tipos de arritmia (fibrilação atrial), insuficiência cardíaca grave e doenças das valvas.

Excesso de peso e sedentarismo – suas chances de derrame podem aumentar se você estiver acima do peso. Atividades físicas ajudam a reduzir a pressão arterial e a controlar o diabetes.

Dislipidemia/Colesterol altoo acúmulo de gordura nas artérias, causado por essa complicação, também pode ser responsável pelo desenvolvimento de um AVC.

Idade – pessoas de todas as idades podem sofrer um AVC, porém, após os 55 anos, as chances dobram a cada década.

 

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Tempo é vida: quando devo consultar um médico?

Na presença de sintomas como fraqueza repentina, formigamento ou perda de sensibilidade na face e nos membros, especialmente de um lado do corpo, dor de cabeça súbita e intensa sem causa aparente, falta de equilíbrio, perda da fala, tontura, confusão, alterações visuais e psicomotoras ou mudança aguda no comportamento, não perca tempo! Procure imediatamente um hospital com serviço de neurologia.

“Existem tratamentos que podem desobstruir as artéria ocluídas (no caso do AVC isquêmico), porém, essas abordagens só podem ser feitas poucas horas após a instalação dos sintomas. Por isso é tão fundamental procurar uma unidade hospitalar que tenha esse tipo de tratamento o mais rápido possível”, ressalta a Dra. Renata Simm, neurologista do Hospital Santa Paula.

O que há de novo sobre esse assunto?

De acordo com a especialista, as grandes novidades no campo do acidente vascular cerebral são referentes ao uso de trombectomia mecânica, procedimento endovascular por cateterismo, em casos selecionados. “Essa não é uma opção para todos, mas os pacientes que têm indicação apresentam ótimos resultados, principalmente quando comparados com os casos que usaram trombolítico endovenoso. Além disso, o tempo máximo para a indicação do tratamento está sendo ampliado, porém, com resultado menos satisfatórios. Ou seja, continua sendo fundamental chegar rápido ao hospital”, explica a médica.

O Hospital Santa Paula oferece tratamentos especializados e de qualidade a esses pacientes

A Joint Commission International (JCI) certifica programas de cuidados clínicos para determinadas patologias, considerando sua importância e a necessidade de implantação de protocolos baseados nas diretrizes de melhores práticas de atendimento. O Programa de Cuidados Clínicos para Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCi) do Santa Paula é certificado pela JCI desde 2014, o que evidencia o padrão de atendimento de excelência da neurologia, uma das especialidades estratégicas da instituição.

“Por meio desse projeto, nossa equipe multidisciplinar consegue garantir maior qualidade no atendimento, mais rapidez e eficácia nas decisões médicas e um tratamento integrado do paciente, objetivando a redução de sequelas neurológicas definitivas”, finaliza a Dra. Renata Simm.

O hospital conta ainda com Serviço de Neurologia 24 horas por dia, sete dias por semana, em seu pronto atendimento, com especialistas capazes de atender a esses casos de AVC ou às demais patologias neurológicas.

Fonte: Dra. Renata Simm, neurologista do Hospital Santa Paula.

 

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