Você sabe quando deve procurar um oncoginecologista?

oncoginecologia

O câncer ginecológico tem alta incidência considerável em nosso país. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima a ocorrência de aproximadamente 30.000 novos casos por ano de câncer de colo uterino, corpo do útero e ovário no Brasil.

Para estes tipos de patologia, o tratamento é feito por um oncoginecologista, isto é, um ginecologista especializado em oncologia pélvica (tumores do pé da barriga). Este especialista tem a responsabilidade de diagnosticar, tratar e realizar cirurgias para tratamento destes cânceres dos órgãos reprodutivos femininos. 

Além de uma residência de obstetrícia e ginecologia por quatro anos, os oncologistas ginecológicos também passam por mais dois a quatro anos de treinamento especializado. Todo este esforço tem como objetivo promover um tratamento com a melhor instrução e qualidade. Segundo a National Center for Biotechnology Information (NCBI), com o surgimento deste novo tipo de especialidade, houve uma melhora significativa na assistência, seguimento e cura de mulheres com diagnóstico com câncer ginecológico pélvico.

No Brasil, tal fato também ocorreu, com as mesmas observações referentes a assistência à paciente com câncer ginecológico. Atualmente dispomos de Institutos Médicos destinados especificamente a assistência à estas pacientes.

Cânceres tratadas por um oncoginecologista

  • Câncer do ovário
  • Câncer do colo uterino
  • Câncer endometrial (uterino)
  • Neoplasia trofoblástica gestacional (tumores da placenta)
  • Câncer da vagina 
  • Câncer de vulvar 

Observações sobre os principais cânceres ginecológicos

Abaixo ressaltamos algumas importantes considerações feitas sobre esse assunto pelo Dr. Altamiro Ribeiro Júnior, médico do Grupo de Oncologia pélvica no Instituto do Câncer de São Paulo e profissional do corpo clínico do Hospital Santa Paula:

Com relação ao câncer de colo do útero, trata-se de uma doença com um desenvolvimento relativamente lento e detectado nas fases iniciais, através do exame de Papanicolau e biópsia do colo. Por esse motivo é de extrema importância a realização da consulta ginecológica periódica, possibilitando, assim, a identificação da doença nos estágios iniciais, onde as probabilidades de cura são bastante elevadas.

  • Já o câncer do corpo uterino (ou câncer de endométrio), acomete principalmente as mulheres que já deixaram de menstruar (pós menopausadas), tendo como principal sintoma o sangramento uterino.
  • O câncer de ovário, por sua vez, tem um comportamento mais traiçoeiro, uma vez que, diferente dos cânceres de colo uterino e do corpo uterino, não “mostra a cara” em sua fase inicial. Quando a mulher chega ao especialista dizendo que sua barriga teve um rápido crescimento e começou a doer, parecendo barriga de grávida, a doença já se encontra no estádio avançado. Desta forma, a chance de cura fica diminuída.

Quais são os sinais para buscar um oncoginecologista?

Caso você tenha recebido – possivelmente do seu ginecologista – um diagnóstico comprovando a existência de câncer no ovário, corpo uterino, colo uterino, vagina ou vulva, trata-se do momento de consultar um oncoginecologista. Ele será a pessoa ideal para coordenar, de maneira efetiva, todo o seu tratamento.

Segundo o Dr. Altamiro Ribeiro Júnior, oncoginecologista do Hospital Santa Paula, também é recomendado procurar um oncoginecologista caso a paciente apresente um dos seguintes sintomas: “quando você apresentar alteração no seu Papanicolau, sangramento pós menopausa, aumento do volume abdominal principalmente na pós menopausa, tumor na vulva. Mas, não se esqueça que tudo começa com o seu ginecologista. É através da avaliação inicial do mesmo que você será referenciada a um oncoginecologista”.

Prevenção

É fato que a prevenção é a melhor forma de manutenção da saúde – por isso a importância em visitar periodicamente seu ginecologista. Afinal, a identificação precoce de um câncer é a principal ferramenta que dispomos para aumentar a chance de cura. 

Segundo a divisão de Ginecologia Oncológica na Universidade do Colorado, “os oncoginecologistas são os médicos mais bem treinados para realizar o estadiamento do câncer. O estadiamento é o método pelo qual os médicos têm a ideia em que “pé” está a doença naquela paciente; o quão disseminada está a mesma. Desta forma, a paciente pode dar início imediato às diversas formas de tratamento e, assim, ter maiores chances no combate à doença. 

É importantíssimo relatar também que bons hábitos, como boa alimentação, atividade física regular, boa qualidade de sono, baixas condições de stress são fatos decisivos para uma boa saúde. Acredite, estes pequenos detalhes podem  fazer toda a diferença.

Fonte: Dr. Altamiro Ribeiro Júnior, médico do Grupo de Oncologia pélvica no Instituto do Câncer de São Paulo e profissional do corpo clínico do Hospital Santa Paula

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Sobre o Hospital Santa Paula

O Hospital Santa Paula é um centro de excelência em saúde localizado na zona sul de São Paulo. Pertence à Rede Ímpar, que congrega 7 hospitais nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal e que se uniu à DASA, líder em medicina diagnóstica no Brasil, com mais de 30 marcas de laboratórios no País e GSC Integradora de Saúde. 

Inaugurado em 1958, tem como foco a alta complexidade, atuando em mais de 30 especialidades médicas, com destaque para Oncologia, Cardiologia, Neurologia e Ortopedia. 

Com uma área de 18 mil metros quadrados, dividida em três edifícios, possui 200 leitos, sendo 50 deles destinados especificamente à Terapia Intensiva. Além disso, dispõe de Centro Cirúrgico com nove 9 salas de cirurgia e dez leitos de recuperação anestésica. Anualmente, realiza 9 mil procedimentos cirúrgicos, 14 mil internações e atende aproximadamente 100 mil pacientes no Pronto Atendimento. Conta com mais de 1,2 mil colaboradores diretos e indiretos e possui em seu corpo clínico 2,4 mil médicos cadastrados. 

Em 2012 conquistou a certificação Joint Commission International (JCI) e em 2014 conquistou certificação JCI para tratamento de AVC. Em 2018, obteve o Selo Pleno do Hospital Amigo do Idoso, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Naquele mesmo ano, recebeu a Certificação Internacional da Healthcare Information and Management Systems Society (HIMSS) estágio 7 (grau máximo), uma das associações internacionais de maior prestígio mundial no setor de saúde. A instituição foi a primeira de São Paulo a conquistar o nível máximo da EMRAM – Electronic Medical Record Adoption Model -, se consolidando como hospital totalmente digital (paperless).

 

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