Ultrassom: o que é, quais os tipos e para que serve?

ultrassonografia

O exame contribui para prevenção e diagnóstico de diversas doenças

Ultrassonografia, ultrassom ou ecografia – tem vários nomes – é um exame de imagem que tem como objetivo visualizar qualquer órgão ou tecido do corpo em tempo real e auxiliar a prevenção e o diagnóstico de doenças.

Nesta edição do blog, vamos responder às principais dúvidas em relação aos tipos de ultrassom, esclarecendo para que servem e como são feitos. Confira!

Para que serve a ultrassonografia?

De acordo com o Dr. João Miranda, gestor médico do Centro de Diagnóstico do Hospital Santa Paula, “A ultrassonografia (USG) é um dos principais exames complementares que podem ajudar no diagnóstico do paciente, em razão da sua vasta área de atuação nas diversas especialidades médicas. É um recurso que pode ser solicitado tanto no âmbito ambulatorial como na urgência, para complementar a avaliação clínica e cirúrgica”, explica.

Os exames de ultrassom são importantes para identificar diversas condições e contribuem para a avaliação de sintomas como inchaços, dores e infecções. Por meio dele, é possível visualizar órgãos internos do corpo como:

– o útero, os ovários e, em pacientes grávidas, o feto;

– o coração e os vasos sanguíneos, incluindo a aorta abdominal e os seus principais ramos;

– a bolsa escrotal (os testículos);

– o fígado;

– a bexiga;

– a vesícula biliar;

– o baço;

– o pâncreas;

– as glândulas tireoide e paratireoide;

– os rins;

– os olhos.

A ultrassonografia pré-natal pode avaliar o tórax, o cérebro, a coluna, o abdome, os quadris dos bebês. Além disso, o exame pode ser utilizado para os seguintes objetivos:

– orientar em biópsias ajuda a direcionar a agulha para coletar amostras de tecidos para a realização de testes de laboratório, como biópsia de próstata, tireoide e mama, entre outros;

– diagnosticar condições cardíacas – chamado de ecocardiograma, o exame pode avaliar problemas nas válvulas, identificar insuficiência cardíaca congestiva ou danos depois de um ataque cardíaco.

Já o ultrassom com doppler é recomendado na análise de:

– fluxo sanguíneo;

– tumores e más-formações linfáticas congênitas;

– redução ou ausência do fluxo sanguíneo em determinados órgãos, como os testículos ou o ovário;

– aumento do fluxo sanguíneo.

O médico reforça que o exame de ultrassom é um procedimento indolor e seguro no processo de geração de imagens do corpo humano. Não há contraindicações absolutas para a sua realização.

Qual é o aparelho de ultrassom utilizado em exames?

O termo “ultrassom” faz referência ao som emitido em frequência, que os seres humanos não podem ouvir. Para o diagnóstico por imagem, o ultrassom tem, geralmente, entre 2 e 18 mega-hertz (MHz). As frequências mais altas geram imagens com qualidade superior, no entanto, provocam a sua absorção pela pele e por outros tecidos e não podem penetrar de forma tão profunda quanto as mais baixas.

O transdutor é o equipamento que é colocado na superfície da pele do paciente ou, em determinados tipos, aplicado internamente para fornecer as imagens necessárias para a avaliação do médico. Alguns exemplos da categoria de bastão são: endorretal (para uso no reto); transesofágico (que passa pela garganta do paciente para uso no esôfago) ou endovaginal (para uso na vagina). Outros transdutores muito pequenos podem ser inseridos no final de um cateter para examinar as paredes de vasos sanguíneos, por exemplo.

Quais os tipos de ultrassom?

Conheça alguns dos principais tipos de ultrassom e as suas finalidades.

– Ultrassom de mamas – permite verificar alterações nas mamas, como dores e nódulos que podem ser sentidos em um exame de palpação. Ele não substitui a mamografia, mas é um método complementar eficaz na prevenção e no diagnóstico do câncer de mama.

– Ultrassom morfológico, ultrassonografia morfológica ou USG morfológico – possibilita visualizar o bebê ainda dentro do útero, o que favorece a identificação de doenças, como as cardiopatias congênitas, ou más-formações, como a síndrome de Down, por exemplo.

– Ultrassom transvaginal e endovaginal – é um exame que consiste na inserção de um aparelho chamado transdutor na vagina, com o propósito de gerar imagens dos órgãos internos daquela região: útero, trompas e ovários. Ele é muito usado por ginecologistas e obstetras, e não é doloroso nem apresenta riscos para a paciente nem para o médico.

– Ultrassom com doppler – é um procedimento que ampara a avaliação da circulação dos vasos sanguíneos e do fluxo de sangue em um órgão ou região do corpo. Ele pode ser solicitado em casos de suspeita de estreitamento, dilatação ou oclusão de um vaso sanguíneo. As principais indicações desse exame são identificar trombose, aneurismas ou varizes e, durante a gravidez, constatar se o fluxo sanguíneo da mãe para o feto está adequado (o chamado doppler fetal).

– Ultrassom abdominal ou ultrassonografia (USG) abdominal – é utilizado para identificar mudanças no abdome e visualizar os órgãos internos, como o fígado, o pâncreas, a vesícula biliar, o útero, o baço, os rins, os ovários e a bexiga. Pode ser feito ultrassom abdominal total ou específico, na região superior ou inferior.

Ultrassom obstétrico – é um exame usado para acompanhar o desenvolvimento do bebê durante a gravidez. Colabora para a avaliação e o diagnóstico de más-formações fetais ou a detecção de gestação de múltiplos fetos. Por meio dele é possível saber a idade gestacional, as características da placenta e o sexo do bebê, fazer uma análise dos batimentos cardíacos e identificar problemas cromossômicos.

– Ultrassom pélvico – ele pode ser realizado como check-up médico anual preventivo, pois possibilita a visualização das estruturas internas próximas, como o útero, os ovários e os vasos sanguíneos, para verificar a presença de câncer do colo do útero ou outras patologias.

Como é feito o ultrassom e quando ele é indicado?

Importante destacar que o procedimento não apresenta desconforto e não acarreta nenhum efeito colateral. O paciente fica em uma maca, e o médico coloca uma camada de gel na área em que o aparelho deverá ser aplicado. Depois, o transdutor – equipamento que será deslizado sobre a região que precisa ser analisada ou introduzido em algum orifício para investigar possíveis enfermidades – será posicionado para revelar, pela tela do computador, as imagens em tempo real. Ao término do exame, o gel é removido, e o paciente pode retomar as suas atividades normalmente.

A recomendação do exame é para contribuir com o diagnóstico de casos como:

– aumento repentino do tamanho do abdome;

– alterações em exames de sangue;

– mudanças depois da palpação, como nódulos nas mamas ou no pescoço;

– dores e cólicas renais;

– realização do pré-natal durante a gestação, para o seu consequente auxílio.

O Dr. João Miranda destaca que o Hospital Santa Paula conta com a certificação da Joint Commission International (JCI), que é uma acreditação internacional conferida aos hospitais que seguem critérios rígidos de processos de qualidade e de segurança ao paciente, colaborador e ambiente. Além disso, o Santa Paula conta com profissionais capacitados e especializados para a realização de exames diagnósticos (ultrassonografia convencional e ultrassonografia convencional com doppler) e de intervenção, bem como dispõe de um centro especializado na saúde da mulher. Ele ainda reforça: “Cuidar da saúde diariamente é essencial para ter uma vida longa e próspera. E os exames de rotina possuem um papel fundamental no monitoramento das nossas funções corporais. Com um acompanhamento médico constante, algumas patologias poderão ser identificadas ainda no início. Assim, haverá mais chances de ter um tratamento mais simples.”.

Além disso, “Independentemente de idade, sexo ou condições físicas, todos precisam encontrar tempo para realizar exames de rotina. Infelizmente, a negligência se tornou comum nas pessoas mais jovens. E, como consequência, alguns problemas simples de saúde, como hipertensão e colesterol alterado, por exemplo, se desenvolvem sem o cuidado necessário”, finaliza o gestor médico do Centro de Diagnóstico do Hospital Santa Paula.