Radioterapia: uma opção tecnológica de sucesso para combater o câncer

Radioterapia

Esse tipo de tratamento é capaz de alterar o DNA das células cancerígenas

Um dos importantes pilares no tratamento do câncer é a Radioterapia. Assim como a radiologia, que utiliza a radiação para procedimentos diagnósticos, a Radioterapia utiliza a radiação para o tratamento de neoplasias malignas e algumas doenças benignas. Nessa técnica, a radiação ionizante provoca alterações no DNA das células, causando nelas o efeito biológico, isto é, quando a célula morre e/ou perde a capacidade de se dividir, sendo então decomposta e removida pelo organismo.

A Dra. Paula Pratti Rodrigues Ferreira, coordenadora do setor de Radioterapia do Hospital Santa Paula, explica que esse método de radiação pode ser utilizado em um contexto de tratamento curativo, podendo ser associado à quimioterapia ou à cirurgia, para aumentar as chances de cura e diminuir efeitos colaterais relacionados ao tratamento. Ou ainda, em um contexto paliativo, visando o alívio de dor e sangramentos, por exemplo.

Radioterapia no Hospital Santa Paula

Teleterapia: é um tratamento em que a fonte de radiação fica longe da área a ser tratada e é feita, geralmente, por um aparelho denominado acelerador linear, que, com um sistema muito rigoroso de coordenadas, direciona a radiação para uma área específica do corpo.

Técnicas de Radioterapia

A especialista ressalta que, “ao longo dos últimos anos, muito esforço tem sido feito para se melhorar a chance de cura e controle do câncer, sem intensificar os efeitos colaterais dos tratamentos. Na Radioterapia, a tecnologia tem nos ajudado muito e dentre os novos progressos, oferecemos as seguintes opções”:

  • IMRT (Radioterapia com modulação da intensidade do feixe): tratamento capaz de modular a radiação, minimizando o dano aos tecidos sadios ao redor das áreas de tratamento.
  • IGRT (Radioterapia guiada por imagem): antes de cada sessão de tratamento, uma imagem é realizada dentro do aparelho, possibilitando localizar exatamente a área a ser tratada.
  • Radiocirurgia: apesar do nome conter a palavra cirurgia, não é um procedimento invasivo e sim realizado com altas doses de radiação de maneira extremamente precisa, com a finalidade ablativa, de eliminar o tumor. Ela é realizada na região craniana e normalmente acontece em 1 a 5 sessões de tratamento.
  • Radiocirurgia extracraniana (SBRT): tem o mesmo princípio da Radiocirurgia craniana, porém pode ser realizada em outras partes do corpo como pulmão, osso, fígado, pâncreas, dentre outros locais.

“No Santa Paula, dispomos de 2 modernos Aceleradores Lineares com a capacidade de executar todos os tipos de tratamentos radioterápicos, operados por uma equipe altamente especializada, composta por médicos radio-oncologistas, físicos médicos, dosimetristas, tecnólogos, recepcionistas, enfermeiros e auxiliares de enfermagem. Além disso, ainda contamos com o apoio de uma equipe multidisciplinar com psicólogos, nutricionistas e medicina bucal”, destaca a Dra. Paula Ferreira.

A Radioterapia está entre as opções mais eficazes para tratar o câncer. Nesse cenário, as altas doses de radiação podem erradicar a doença, interromper ou retardar seu desenvolvimento no corpo humano e, até mesmo, impedir que o quadro em questão se repita.

Fonte: Dra. Paula Pratti Rodrigues Ferreira, coordenadora do setor de Radioterapia do Hospital Santa Paula.

 

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