Quando preciso me consultar com um neurologista?

A neurologia é a especialidade médica que cuida de pessoas com doenças e desordens do Sistema Nervoso. É uma área ampla e complexa. Engloba diversas doenças diferentes e ainda tem relação com outras especialidades médicas, como a neurocirurgia, a reumatologia, a infectologia e a psiquiatria, dentre outras. 

O Neurologista está presente em consultórios, prontos-socorros e hospitais de média e alta complexidade, cuidando diretamente de pacientes ou auxiliando outros médicos quando sintomas ou problemas neurológicos ocorrem no decorrer de alguma doença. 

Em hospitais, o neurologista é fundamental para avaliação e cuidado de pacientes com alguma perda aguda de função neurológica, ou seja, pacientes que, de uma hora para outra, tenham perdido o movimento de alguma parte do corpo, perdido a sensibilidade ou a coordenação motora, que apresentem mudança da fala, mudança da visão e uma sérias e outros sintomas. Essas são situações que merecem uma rápida avaliação por médico neurologista. 

Os sintomas que mais levam os pacientes ao neurologista são as dores de cabeça, tonturas e dificuldades de memória. Através do exame neurológico e de uma boa história clínica é possível determinar, por exemplo, se esses sintomas são decorrentes de uma enxaqueca, doença do labirinto ou até doença de Alzheimer. 

Hoje, em nosso texto, vamos apresentar em quais casos pode ser necessário marcar uma consulta com este profissional para, assim, melhorar sua qualidade de vida e diminuir as dores de cabeça – literalmente.

Condições tratadas por um neurologista

Segundo a Dra. Renata Simm, neurologista do Hospital Santa Paula, muitas pessoas confundem as áreas de neurologia e psiquiatria. “Muitos vão ao consultório com sintomas de depressão e ansiedade, achando que são doenças da competência do neurologista”. Para sanar essa e outras dúvidas, abaixo vamos listar as principais condições tratadas por esse especialista.

  • Convulsões e tremores (movimentos incontroláveis)
  • Distúrbios da consciência e da memória prejudicados
  • Distúrbios do sono
  • Dor nas costas
  • Dores de cabeça e enxaquecas
  • Vertigem
  • Síndrome da perna inquieta
  • Rigidez ou fraqueza muscular
  • Mal de Parkinson
  • Doença de Alzheimer
  • Lesão ou infecção no cérebro e na medula espinhal
  • Tumor e hemorragia cerebral
  • Epilepsia
  • Esclerose múltipla
  • Esclerose lateral amiotrófica (ALS ou doença de Lou Gehrig)
  • Neuropatia periférica
  • Nervos comprimidos
  • Acidente vascular encefálico
  • Doenças dos nervos e raízes nervosas, como síndrome do túnel do carpo e problemas no disco intervertebral
  • Polineuropatia
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Com quais sintomas devo me preocupar?

  1. Tontura

A tontura pode ocorrer em diferentes variedades. Os neurologistas tratam esse sintoma de vertigem ou desequilíbrio – a vertigem faz você se sentir como se você ou as coisas ao seu redor estivessem girando e o desequilíbrio é a dificuldade em manter o equilíbrio.

  1. Dormência ou formigamento

Sabemos que esses sintomas são comuns, muitas vezes quando ficamos em uma posição de que corta a circulação sanguínea em determinado lugar do corpo, por exemplo. A questão é quando esse entorpecimento é contínuo, ocorre repentinamente e/ou apenas em um lado do corpo. Esses podem, até mesmo, ser sinais de um derrame, caso em que você precisa de ajuda rapidamente.

  1. Convulsões

Súbitas contraturas involuntárias da musculatura, que provocam movimentos desordenados, isto é, convulsões sem qualquer causa óbvia, devem ser examinadas por um neurologista.

  1. Problemas de visão

Dificuldades repentinas de enxergar podem ser causadas pelo sistema nervoso e são um sinal de que você precisa avaliar sua visão. Um oftalmologista pode aconselhá-lo sobre se você deve consultar um neurologista.

  1. Problemas de memória ou confusão

Não estamos exigindo que você tenha uma “memória de elefante”, mas se de repente você começou a apresentar problemas extremos de memória e até mesmo alterações de personalidade, confusão e problemas de fala é necessário visitar o neurologista. Afinal, esses são sintomas que podem ser causados ​​por distúrbios ou problemas no cérebro, coluna vertebral e nervos.

  1. Problemas de sono

Conhecemos inúmeras causas óbvias para perder o sono na hora de dormir. Mas alguns problemas do sono são distúrbios neurológicos, como por exemplo a narcolepsia, uma desordem genética crônica sem causa conhecida que afeta o sistema nervoso central do corpo.

  1. Problemas de movimento 

Dificuldade para caminhar, tremores, movimentos não intencionais ou outras complicações do gênero podem ser sintomas de um problema no sistema nervoso. Se esses problemas de movimento interromperem suas tarefas diárias é hora de procurar um neurologista.

  1. Fraqueza 

No caso de sentir fraqueza muscular que te afeta fortemente ou um rápido declínio na força muscular, especialmente nos braços e pernas, fique atento. Pode ser causado por uma condição mais grave ou doença do sistema nervoso.

  1. Dor crônica

Dor crônica é uma dor que dura meses ou até anos. Essa dor pode ser o resultado de uma doença ou lesão, mas quando dura mais que o tempo normal de recuperação, pode se tornar um sintoma de um problema diferente. “A área de atuação em Dor é uma subárea da neurologia”, ressaltou a Dra. Renata Simm.

  1. Dores de cabeça

Dores de cabeça podem ser causadas ​​por muitas condições, mas quando os sintomas se tornam severos e contínuos – como enxaquecas, vômitos, alterações na visão, ou até convulsões – pode ser algo bastante preocupante. Se surgir repentinamente ou for agravada pela tensão, é interessante que você se encaminhe para uma consulta com um neurologista.

Como é o exame?

De acordo com a Dra. Renata Simm, neurologista do Hospital Santa Paula, “o exame neurológico tem diversas etapas e técnicas. Seu objetivo é analisar as diferentes funções do sistema nervo central. São feitas manobras ou movimentos e observa-se como o paciente faz (ou não faz) aquilo que é pedido. Com isso, vamos entendendo como o sistema nervoso está funcionando.”

A médica ainda comenta que o exame neurológico pode ser dividido em algumas partes: consciência, atenção, linguagem, funções cognitivas, marcha, equilíbrio, força motora, movimento anormais, reflexos, sensibilidade, nervos cranianos e sinais meningorradiculares.

Fonte: Dra. Renata Simm, neurologista do Hospital Santa Paula.

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Sobre o Hospital Santa Paula

O Hospital Santa Paula é um centro de excelência em saúde localizado na zona sul de São Paulo. Pertence à Rede Ímpar, que congrega 7 hospitais nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal e que se uniu à DASA, líder em medicina diagnóstica no Brasil, com mais de 30 marcas de laboratórios no País e GSC Integradora de Saúde. 

Inaugurado em 1958, tem como foco a alta complexidade, atuando em mais de 30 especialidades médicas, com destaque para Oncologia, Cardiologia, Neurologia e Ortopedia. 

Com uma área de 18 mil metros quadrados, dividida em três edifícios, possui 200 leitos, sendo 50 deles destinados especificamente à Terapia Intensiva. Além disso, dispõe de Centro Cirúrgico com nove 9 salas de cirurgia e dez leitos de recuperação anestésica. Anualmente, realiza 9 mil procedimentos cirúrgicos, 14 mil internações e atende aproximadamente 100 mil pacientes no Pronto Atendimento. Conta com mais de 1,2 mil colaboradores diretos e indiretos e possui em seu corpo clínico 2,4 mil médicos cadastrados. 

Em 2012 conquistou a certificação Joint Commission International (JCI) e em 2014 conquistou certificação JCI para tratamento de AVC. Em 2018, obteve o Selo Pleno do Hospital Amigo do Idoso, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Naquele mesmo ano, recebeu a Certificação Internacional da Healthcare Information and Management Systems Society (HIMSS) estágio 7 (grau máximo), uma das associações internacionais de maior prestígio mundial no setor de saúde. A instituição foi a primeira de São Paulo a conquistar o nível máximo da EMRAM – Electronic Medical Record Adoption Model -, se consolidando como hospital totalmente digital (paperless).

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