Envelhecer bem para ter autonomia nas tarefas do dia a dia

Entenda porque é essencial preservar seu condicionamento físico ao longo dos anos

Alguns definem autonomia como a “capacidade de governar-se pelos próprios meios”. Outros, como a “aptidão ou competência para gerir sua própria vida, valendo-se de seus próprios princípios ou vontades”. Ter autonomia se relaciona com liberdade, independência e algo muito importante para ao ser humano. 

Por isso, que quando vamos envelhecendo, acontece uma perda natural da força muscular, o que pode dificultar tarefas rotineiras e necessárias. Mas, não se preocupe: há uma alternativa para envelhecer bem e continuar tendo autonomia no dia a dia, e você já a conhece muito bem: a prática regular de atividades físicas.

“Os exercícios físicos, quando feitos frequentemente, aliados à um controle alimentar, com ingestão de determinados tipos de alimentos, em quantidades e horários adequados, possibilitam, muitas vezes, a prorrogação do aparecimento da sarcopenia por um longo período de tempo”, destaca o reumatologista do Hospital Santa Paula, Dr. Jayme Fogagnolo Cobra. 

É possível se prevenir?

Sim! As consequências das alterações que ocorrem no organismo humano, decorrentes do processo de envelhecimento, principalmente relacionadas à perda de massa muscular, podem ser minimizadas e parcialmente controladas. 

Alguns nutrientes contribuem para o fortalecimento dos músculos, como a proteína animal, o magnésio e a vitamina D. Quando, devido a algumas particularidades do organismo do idoso, não é possível obter as vitaminas necessárias apenas pela dieta, é necessário fazer uso de suplementação vitamínica. A necessidade ou não desse suporte deve ser avaliada pelo profissional médico, para que a quantidade de vitaminas seja adequada a cada indivíduo.

A chegada da terceira idade também altera o paladar, o que propicia uma diminuição no interesse em variar a alimentação e provoca problemas na dentição, dificultando o consumo de certos alimentos. Por isso é tão importante ressaltar a necessidade de se investir e, mais do que isso, priorizar os nutrientes corretos! Dessa forma, você se posiciona contra as “marcas” internas e externas da idade, e ainda trabalha a manutenção da saúde, incrementando a sua qualidade de vida.

Entenda como ocorre a sarcopenia em idosos

É preciso compreender melhor esse termo tão importante, principalmente para quem já passou dos 60 anos. A palavra sarcopenia é de origem grega e significa “sarx” = carne e “penia” = perda, ou seja, trata-se da perda de massa muscular esquelética, especialmente nos membros, caracterizando uma síndrome geriátrica. 

De acordo com o reumatologista do Hospital Santa Paula, dr. Jayme Fogagnolo Cobra, a sarcopenia é uma síndrome que acompanha o envelhecimento. “É difícil dizer uma idade precisa para o início da sarcopenia, mas alguns estudos sugerem que vários fatores podem contribuir, como alterações hormonais, neurológicas, nutricionais e inatividade física”, pontua.

Com o aumento da expectativa de vida e, consequentemente, do número de idosos na população mundial, a prevalência dessa enfermidade vem aumentando, principalmente considerando que a perda muscular que gera a sarcopenia pode se iniciar em indivíduos saudáveis e sem comprometimento físico algum. “Uma perda muscular pequena, de cerca de 1% ao ano, pode ser observada a partir dos 50 anos de idade, podendo chegar a uma perda de 20% a 40% entre os 70 e 80 anos de idade”, complementa o dr. Cobra.

Quando a doença se instala de fato, os sintomas pioram a capacidade de autonomia do idoso e comprometem, de certa forma, a qualidade de vida. A fraqueza muscular e a diminuição da funcionalidade dos membros podem inviabilizar a execução de tarefas simples. “A vida diária passa a ser um verdadeiro desafio para o indivíduo acometido pela síndrome até em ações cotidianas, antes consideradas fáceis, como abrir uma janela, subir um lance de escada, caminhar pequenas distâncias”, conta o especialista.

Felizmente, fazendo dos exercícios físicos uma prioridade e consumindo quantidades suficientes de proteína animal, magnésio e vitamina D você pode prevenir o aparecimento dessa enfermidade, o que resultará em uma maior longevidade de vida.

Diagnóstico e tratamento

A sarcopenia pode ser diagnosticada com exames simples feitos dentro do consultório médico. Um deles é a medição da circunferência da panturrilha. Idosos com uma medida igual ou abaixo de 31 cm estão em risco para sarcopenia e devem ser avaliados com mais cuidado.

O segundo método de análise é a velocidade de marcha. Por duas vezes, o paciente deve percorrer quatro metros, com tomada de tempo pelo médico. Velocidades abaixo de 0,8 metro por segundo indicam sinais de sarcopenia.

Esses meios de avaliação são capazes de identificar fraqueza muscular e redução da capacidade de realizar atividades da vida diária, no entanto, a quantificação precisa da perda de massa muscular deve ser avaliada pela realização da densitometria óssea.

“O aparelho utiliza um software específico para a determinação da composição corporal, por meio da qual é possível definir a quantidade de massa muscular, em gramas, em diferentes segmentos do corpo”, detalha o Dr. Cobra.

Fraqueza muscular, dor, diminuição da mobilidade articular e sensação de perda de força ao realizar movimentos são alguns dos motivos que levam os idosos a se acidentarem com maior facilidade. Mais do que características naturais do envelhecimento, esses sintomas podem ser sinais de sarcopenia.

Uma vez identificada a sarcopenia, o tratamento varia de acordo com a idade, a capacidade de mobilidade do paciente e a origem da perda muscular.

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Sobre o Hospital Santa Paula

O Hospital Santa Paula é um centro de excelência em saúde localizado na zona sul de São Paulo. Pertence à Rede Ímpar, que congrega 7 hospitais nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal e que se uniu à DASA, líder em medicina diagnóstica no Brasil, com mais de 30 marcas de laboratórios no País e GSC Integradora de Saúde. 

Inaugurado em 1958, tem como foco a alta complexidade, atuando em mais de 30 especialidades médicas, com destaque para Oncologia, Cardiologia, Neurologia e Ortopedia. 

Com uma área de 18 mil metros quadrados, dividida em três edifícios, possui 200 leitos, sendo 50 deles destinados especificamente à Terapia Intensiva. Além disso, dispõe de Centro Cirúrgico com nove 9 salas de cirurgia e dez leitos de recuperação anestésica. Anualmente, realiza 9 mil procedimentos cirúrgicos, 14 mil internações e atende aproximadamente 100 mil pacientes no Pronto Atendimento. Conta com mais de 1,2 mil colaboradores diretos e indiretos e possui em seu corpo clínico 2,4 mil médicos cadastrados. 

Em 2012 conquistou a certificação Joint Commission International (JCI) e em 2014 conquistou certificação JCI para tratamento de AVC. Em 2018, obteve o Selo Pleno do Hospital Amigo do Idoso, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Naquele mesmo ano, recebeu a Certificação Internacional da Healthcare Information and Management Systems Society (HIMSS) estágio 7 (grau máximo), uma das associações internacionais de maior prestígio mundial no setor de saúde. A instituição foi a primeira de São Paulo a conquistar o nível máximo da EMRAM – Electronic Medical Record Adoption Model -, se consolidando como hospital totalmente digital (paperless).