Ecodoppler de carótidas e vertebrais: como é o exame?

O ecodoppler de carótidas e vertebrais é um exame feito para diagnóstico, no qual se utilizam ultrassons para avaliar a anatomia das artérias carótidas e vertebrais e a circulação sanguínea, em tempo real.  Ele é destinado à pesquisa da parede arterial e também do fluxo sanguíneo, com o objetivo de auxiliar na detecção de patologias, como aneurismas, doença aterosclerótica, angulações, arterites e outros problemas que podem afetar as artérias carótidas e vertebrais.

A seguir, saiba como funciona o ecodoppler e quando ele é indicado.

O que é exame ecodoppler de carótidas e vertebrais?

O ultrassom das carótidas e vertebrais, como também é conhecido o ecodoppler de carótidas e vertebrais, diz respeito a uma técnica simples e indolor para analisar o interior das artérias carótidas, pelas quais o oxigênio é transportado para o cérebro. Problemas de saúde, como pressão alta, colesterol elevado e acúmulo de gordura nessas artérias, podem dificultar a corrente de sangue ou até mesmo gerar a formação de placas e de coágulos que, ao serem conduzidos para o cérebro, podem causar um AVC, por exemplo. Por isso, esse tipo de exame é muito importante para averiguação do risco de doenças e para a recomendação de um tratamento adequado o quanto antes.

Para quem o ecodoppler é indicado?

O exame ecodoppler de carótidas e vertebrais é indicado pelo médico para pessoas que apresentem um histórico de colesterol alto, tenham alguma doença crônica ou hábitos que possam levar ao desenvolvimento de gordura na carótida, a fim de identificar o risco de doenças e evitar que evoluam.

Segundo a Dra. Renata Simm, neurologista do Hospital Santa Paula: “O exame é indicado para pacientes com fatores de risco para acidente vascular cerebral, como os diabéticos, hipertensos, tabagistas e dislipidêmicos, e também para pessoas com suspeita de arterites e aneurismas.”.

A seguir, conheça como a avaliação do exame pode constatar riscos de doenças.

O que ele pode detectar?

O ecodoppler de carótidas e vertebrais pode medir a espessura da parede do vaso e também o acúmulo de gordura para perceber se há ameaça de AVC, aterosclerose, aneurisma e arterites em pessoas com os seguintes fatores de risco:

 

▪ histórico de AVC ou doença cardíaca na família;
▪ hipertensão arterial;
▪ diabetes;
▪ colesterol alto;
▪ doença coronária;
▪ doenças do colágeno.

A médica reforça a importância da realização do exame e diz que é possível prevenir o AVC e as doenças cardíacas “ao evitar certos os fatores de risco – pressão arterial alta; diabetes e colesterol elevados; dislipidemia; tabagismo; sedentarismo; dieta rica em sal e gorduras; estresse constante e hábitos de vida nocivos”, explica.

Como o exame é feito?

O exame é fácil de ser realizado, pois a pessoa precisa apenas ficar deitada para que o médico passe o aparelho de ultrassom no pescoço. Nesse momento, pode ser aplicado gel na pele com o intuito de melhorar a imagem no equipamento. Em alguns casos, pode ser necessário que o paciente altere a posição do corpo e se deite de lado para que a imagem fique mais nítida. Não é exigido nenhum preparo em especial, além de uso de roupa confortável.

A realização do exame é simples. Conforme explica a Dra. Renata Simm, “por ser um exame de fácil realização e não invasivo, o doppler de carótidas pode rapidamente antecipar um diagnóstico como estreitamento do vaso – estenose –, placas de aterosclerose, acotovelamento do vaso e redução do fluxo sanguíneo para o cérebro e, com base nisso, o médico solicita exames mais específicos”.

Por que fazer o ecodoppler de carótidas?

Porque é um exame importante para o reconhecimento do fluxo de sangue nas artérias carótidas e vertebrais, para, assim, contribuir com o diagnóstico das doenças citadas anteriormente. Também determina o risco de um ataque isquêmico transitório, sopros na região cervical e acidente vascular cerebral (AVC) e acompanha pessoas que tenham estenose carotídea, angioplastia carotídea e endarterectomia. Além disso, é utilizado para identificação da presença de espessamento médio intimal, que pode ser um fator de risco para a formação da placa ateromatosa, associada a maior propensão de doença cardiovascular.

De acordo com a especialista: “A complementação na avaliação da circulação cerebral pode ser realizada por meio do doppler transcraniano e da angiotomografia dos vasos.”.

Consulte sempre o médico para que ele o oriente quanto ao exame necessário para auxiliar o diagnóstico e a indicação do tratamento de acordo com seu perfil.