Ecocardiograma: o que é, como é feito e quando fazer?

Para cuidar do coração e prevenir complicações é preciso ter uma vida mais saudável, com a prática de atividades físicas regulares, alimentação balanceada sem excesso de sal e ingestão moderada de álcool, além de evitar o estresse e o cigarro e manter os exames médicos sempre em dia. As doenças cardiovasculares são a maior causa de morte de homens e mulheres acima dos 65 anos.

Durante esse acompanhamento, o pedido de exame de ecocardiograma não deve assustar ou dar a entender que algo grave está ocorrendo. Na verdade, por ele ser eficaz na detecção e no seguimento de muitas doenças, trata-se de um exame fundamental para a precaução e o monitoramento da saúde em diversas fases da vida. Veja como funciona o exame e para quais situações ele é indicado.

O que é e para que serve o ecocardiograma?

O ecocardiograma nada mais é que um exame de ultrassonografia para o coração, por meio do qual são fornecidas imagens geradas através do som. O médico é capaz de analisar, com a ajuda das imagens produzidas pelo ecocardiograma, se o coração está funcionando adequadamente. Segundo o Dr. Fabrício Assami Borges, coordenador médico da Unidade de Terapia Intensiva e Unidade Coronária do Hospital Santa Paula: “É possível constatar inúmeras doenças que afetam o tamanho e a força de contração do coração, avaliar se existem cicatrizes de um infarto prévio, analisar o fluxo de sangue dentro do órgão, bem como a presença de má-formação e coágulos e o funcionamento das válvulas cardíacas, entre outras ocorrências.”.

Como é feito o exame de ecocardiograma?

O ecocardiograma é feito por meio de um aparelho de ultrassom, dispositivo responsável por captar ondas sonoras e transformá-las em imagem. O paciente fica de barriga para cima para que o médico use o equipamento – um transdutor com gel à base de água – sobre a região do tórax, com a finalidade de visualizar todas as áreas do coração. O procedimento dura em torno de 20 minutos e não é prejudicial à saúde, podendo ser realizado em pessoas de qualquer idade.

Principais tipos de ecocardiograma

De acordo com o Dr. Fabrício Assami Borges, “Existem vários tipos de ecocardiograma, cada um para uma situação específica. A indicação será avaliada pelo médico, de acordo com a necessidade de cada paciente e cada situação clínica ou sintoma. A escolha de qual método a ser utilizado é feita por um especialista, conforme a particularidade de cada caso, para verificar sinais de infarto ou insuficiência cardíaca, entre outros”. Conheça os principais tipos e suas indicações.

  • Ecocardiograma bidimensional – usado na rotina para avaliar o tamanho do coração e das câmaras cardíacas, assim como a presença de más-formações, a força de contração do músculo do coração e a existência de áreas de cicatriz, como de um infarto prévio. A transformação das imagens em duas dimensões facilita muito a interpretação, a precisão e o detalhamento das informações adquiridas nos exames. Assim, é possível observar detalhes da estrutura das cavidades e do órgão como um todo.
  • Ecocardiograma tridimensional – essa nova tecnologia é dotada de um programa que permite a identificação estrutural cardíaca em três dimensões, propiciando novas informações morfológicas e funcionais, o que melhora ainda mais o detalhamento das imagens, em especial nas alterações estruturais como doenças congênitas e das válvulas cardíacas.
  • Ecocardiograma com análise de Strain miocárdico – essa tecnologia permite a avaliação de lesões cardíacas em fase muito inicial. Tem especial utilização nos pacientes em quimioterapia para a verificação precoce da toxicidade dos medicamentos no coração.
  • Ecocardiograma fetal – é aplicado na parede abdominal de gestantes para identificar anormalidades cardíacas no feto e atuar de maneira precoce em casos graves.
  • Ecocardiograma transtorácico – o ecocardiograma pode ser transtorácico, transesofágico e fetal. O transtorácico é a categoria mais comum e menos invasiva, usado na maioria das solicitações de rotina.
  • Ecocardiograma com estresse – é um exame realizado com a administração de substâncias estimuladoras para o coração ou durante atividade física, com o intuito de observar como o coração está funcionando sob esforço, para, dessa forma, ajudar no diagnóstico de doença obstrutiva nas coronárias (angina).
  • Ecocardiograma transesofágico – semelhante a uma endoscopia, o ultrassom é introduzido pelo esôfago, o que permite avaliar o coração e as estruturas cardíacas de forma mais detalhada, considerando a proximidade desses órgãos.
  • Ecocardiograma com doppler – esse é o exame mais completo para reconhecer alterações no fluxo sanguíneo.

Quando o exame é recomendado?

Como qualquer exame complementar, seu uso deve ser individualizado, assim como sua realização e periodicidade, que devem ser sempre discutidas com o médico de confiança. Como se trata de um exame específico, seus achados devem ser avaliados pelo cardiologista para evitar erros de interpretação.

Inúmeras são as doenças que podem ser avaliadas ou acompanhadas por meio do ecocardiograma. Conheça as mais relevantes:

  • hipertensão arterial;
  • hipertensão pulmonar;
  • doença aterosclerótica cardíaca (depois de infarto, angina ou angioplastia);
  • doenças da aorta torácica;
  • insuficiência cardíaca;
  • arritmias;
  • doenças das válvulas cardíacas;
  • doenças de nascimento (cardiopatias congênitas);
  • tumores cardíacos, como o mixoma atrial, de caráter benigno;
  • doenças do pericárdio, capa que reveste o coração;
  • presença de coágulos dentro do coração;
  • avaliação pré-operatória de cirurgias de grande porte.

Onde fazer o exame?

O Hospital Santa Paula conta com alta tecnologia e equipe especializada para a realização de exames laboratoriais e de imagem. Para mais informações e agendamento, entre em contato pelo telefone (11) 3040-8000.