Cuidar do seu fígado é mais importante do que você imagina!

Entenda como combater a gordura no fígado, doença séria cada vez mais comum

O fígado é um órgão vital – é um dos maiores do corpo humano e também um dos mais importantes. Além da secreção da bile, uma de suas funções mais conhecidas, ele também é responsável por regular o metabolismo de vários nutrientes, sintetizar proteínas e moléculas, armazenar glicogênio e excretar substâncias tóxicas, entre outras. Portanto, cuidar bem do fígado é essencial para o correto funcionamento do organismo e, se a saúde desse órgão está em risco, a do paciente também estará.

Comorbidades cada vez mais comuns na sociedade contemporânea – como sobrepeso; obesidade; sedentarismo; diabetes; má alimentação; ganho rápido de peso; colesterol alto; pressão alta e afins – são responsáveis por desencadear o acúmulo de gordura ao redor do fígado, e  quando mais de 10% dele é composto de gordura, o quadro deve ser tratado por um especialista. Essa condição, denominada esteatose hepática, pode desencadear cirrose e até câncer, havendo chances de ser fatal.

Entenda como ocorre a esteatose hepática

Uma habitual alimentação inadequada, rica em alimentos gordurosos e carboidratos simples, e a ausência de atividades físicas, que poderiam balancear essa ingestão, fazem com que as células do fígado comecem a ser infiltradas por células de gordura (triglicérides).

“Quando a esteatose hepática começa a causar inflamação nas células do fígado ela é denominada esteato-hepatite, um processo inflamatório que evolui para necrose e degeneração das células, podendo culminar em cirrose hepática e hepatocarcinoma (a forma mais comum de câncer de fígado)”, alerta a Dra. Marlise Mucare, gastroenterologista e hepatologista do Hospital Santa Paula.

Pessoas com síndrome do ovário policístico, hipotireoidismo, síndrome metabólica, apneia do sono e gordura corporal concentrada no abdômen têm maiores tendências ao desenvolvimento da esteatose hepática.

É possível prevenir?

Sim! Para prevenir o acúmulo de gordura no fígado o emagrecimento é fundamental. Reduzir o peso corporal em apenas 7% de emagrecimento já traz bons resultados para o paciente. Para isso, siga uma dieta hipocalórica designada especialmente para as suas necessidades e faça um acompanhamento nutricional.

“Levar uma vida saudável é uma forma eficaz de prevenir a esteatose hepática. Priorize uma dieta equilibrada, faça a manutenção do seu peso ideal, sempre pratique atividades físicas e se consulte regularmente com o seu médico, visando administrar corretamente as medicações prescritas”, pontua a médica, que também é chefe da equipe de Gastroenterologia e Hepatologia do Hospital Santa Paula.

Também é preciso prevenir as causas dessa complicação, isto é, obesidade, triglicérides e colesterol alto, diabetes etc. Leve uma vida mais saudável! Pratique exercícios regularmente e tenha uma alimentação equilibrada, rica em nutrientes, vegetais, carboidratos integrais, gorduras boas e proteínas magras. Seu corpo, seu organismo e seu fígado agradecem !

Fique atento à saúde do fígado

De acordo com a especialista, se o seu objetivo é evitar o acúmulo de gordura no fígado, fique longe de alimentos que compõe uma dieta desregrada, como  fast-foods; produtos industrializados; gorduras; açúcares; carboidratos em excesso; frituras e, principalmente, a ingestão de bebidas alcoólicas.

Felizmente, alguns alimentos podem incrementar a saúde do fígado. “São aqueles que compõe uma dieta equilibrada e saudável, rica em legumes, verduras, frutas e carnes magras. Muitas vezes a dieta de e ser individualizada de acordo com o objetivo procurado, como por exemplo dieta para diabéticos”, complementa a Dra. Marlise.

Mantenha seus exames em dia

Um diagnóstico precoce é extremamente importante, uma vez que pode evitar consequências graves associadas à doença, como, por exemplo, a necessidade de transplantar o órgão devido ao estado danoso. “Essa medida é importante para o reconhecimento da esteato-hepatite, quando já há um processo inflamatório instalado, e tentar prevenir a evolução para cirrose ou câncer hepático”, ressalta a hepatologista.

São formas de diagnosticar o fígado gorduroso: o exame que mede os níveis de TGO, TGP e GGT no sangue, um ultrassom abdominal e até uma biópsia hepática. Por isso, não negligencie a necessidade de realizar seus exames laboratoriais e de imagem.

Fique atento!

Fonte: Dra. Marlise Mucare, gastroenterologista e hepatologista do Hospital Santa Paula.