Câncer de pele: sintomas, sinais de atenção e como identificar

câncer de pele

A adoção de alguns hábitos de proteção diários pode prevenir a doença

O excesso de exposição ao sol sem a proteção adequada, com o uso de filtro solar, é um dos fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de pele. Por isso é fundamental ter atenção aos sintomas da doença e ter em mente a importância do diagnóstico precoce e de como tratar a patologia. O número de novos casos de câncer de pele não melanoma esperados, no Brasil, para cada ano do triênio 2020-2022, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), é de 83.770 em homens e 93.170 em mulheres. A Dra. Malu Barros, dermatologista do Hospital Santa Paula, explica os sinais e sintomas da enfermidade e como é o tratamento do câncer de pele.

Quais os primeiros sintomas do câncer de pele?

O sinal que deve chamar a atenção em relação ao câncer de pele são as manchas que coçam, ardem, descamam ou sangram e que geram feridas que não cicatrizam em quatro semanas. Esses são alguns sintomas do tipo de câncer não melanoma, que ocorrem na maior parte dos casos nas áreas que ficam mais expostas ao sol, como o pescoço, o rosto e as orelhas.

Como surge o câncer de pele?

A forma mais grave do tumor de pele, o tipo melanoma, pode aparecer em qualquer parte do corpo, na pele ou nas mucosas e se apresentar em forma de manchas, pintas ou sinais. As lesões, normalmente, apresentam características assimétricas, bordas irregulares, com mais de uma cor, e mudam de tamanho de forma rápida. Esse tipo é mais raro e bem agressivo.

Tipos de câncer de pele

Os principais tipos de câncer de pele são:

Não melanoma – é o tipo mais comum no Brasil e apresenta grandes chances de cura quando diagnosticado e tratado precocemente. Ele é o tumor de pele mais frequente e se apresenta de diferentes formas, entre as quais as mais comuns estão:

  • Carcinoma basocelular (CBC) – é o tipo mais comum e tem baixo índice de letalidade quando detectado e tratado precocemente. Surge normalmente nas regiões mais expostas ao sol, como a face, as orelhas, o pescoço, o couro cabeludo, os ombros e as costas. Mas também pode se desenvolver, mais raramente, em áreas não expostas.
  • Carcinoma epidermoide (CEC)é o segundo tipo mais comum; pode se desenvolver em todas as partes do corpo, no entanto, é mais recorrente nas áreas expostas ao sol, como as orelhas, o rosto, o couro cabeludo e o pescoço, por exemplo. Ele é duas vezes mais frequente nos homens do que nas mulheres, além de ser causado pelo excesso de exposição ao sol, como todos os outros tipos, embora ele também possa estar associado a cicatrizes na pele, exposição a agentes químicos ou radiação e uso de medicamentos antirrejeição de órgãos transplantados.

Melanoma – pode surgir em qualquer parte do corpo em forma de manchas, pintas ou sinais. Ele representa 3% das neoplasias malignas do órgão. E trata-se do tipo mais grave, pelo motivo de apresentar grande possibilidade de provocar metástase, ou seja, quando o tumor se espalha para outros órgãos do corpo. No entanto, nos últimos anos, houve aumento de sobrevida em pacientes com esse tipo de tumor, sobretudo em casos detectados precocemente.

Como são as manchas do câncer de pele?

Uma das formas de identificar as manchas em decorrência do câncer de pele do tipo melanoma está na regra internacional do “ABCDE”:

Assimetria – uma parte da mancha é diferente da outra;

Bordas irregulares – contorno mal-definido;

Cor variável – apresenta cores diversas na mesma lesão (branca, avermelhada, preta, azul);

Diâmetro – maior do que 6 mm;

Evolução – apresenta alterações de forma, tamanho e cor.


Qual o exame para detectar o câncer de pele?

O diagnóstico do câncer de pele é feito pelo médico dermatologista, por meio de exame clínico. Ele pode realizar o exame chamado dermatoscopia, que é a verificação da área suspeita com a ajuda de um aparelho que permite a visualização das camadas da pele que não podem ser vistas a olho nu. Em algumas situações, pode ser necessária a realização de biópsia para a confirmação do diagnóstico do câncer de pele. Com esses exames é possível identificar se o tumor é melanoma ou não melanoma e seus tipos.

Tratamento do câncer de pele

Segundo a médica, “o tratamento do câncer de pele em estágios iniciais é a cirurgia para a retirada da lesão. Quanto mais precoce, melhor. Para os casos de tumor em estágio avançado (melanoma), podem ser necessárias sessões de radioterapia. O importante é buscar tratamento o quanto antes, por causa do risco de metástase, que pode atingir órgãos como cérebro, fígado e pulmão”. A Dra. Malu reforça ainda que “o índice de chances de cura, quando o tratamento é feito precocemente, é de 100%”.

O Hospital Santa Paula possui completa estrutura para o tratamento do câncer de pele, com radioterapia, equipe de cirurgia oncológica e imunoterapia.

Fonte: Dra. Malu Barros, dermatologista do Hospital Santa Paula.