O que é bom para anemia por falta de ferro? Saiba o que é recomendado comer.

Couve, Castanha, Ameixa

Existem várias causas de anemia. Alguns dos sintomas que podem indicar a presença de anemia são cansaço, fadiga fácil, tontura, falta de ar, dor em peso nas pernas e pouca disposição para o trabalho e outras atividades. Esses indícios decorrem da falta de glóbulos vermelhos no sangue. Eles são os responsáveis por carregar a hemoglobina, que leva oxigênio para todas as partes do corpo. Portanto, com anemia há falta de oxigênio. Assim, segundo a definição da Organização Mundial da Saúde (OMS), anemia é toda condição em que a hemoglobina presente no sangue se encontra abaixo do normal, o que provoca a diminuição do transporte do oxigênio para o organismo.

A causa mais frequente de anemia é ocasionada pela carência de ferro, que é um elemento fundamental para o corpo porque atua com a hemoglobina no transporte de oxigênio para todas as células.

A causa da deficiência de ferro varia com relação à idade do paciente, e é possível que tenhamos diferentes motivos para ter a redução desse mineral em várias fases da vida. No entanto, são as crianças, as grávidas, as mulheres que estão amamentando (lactantes), os adolescentes, as mulheres em fase reprodutiva e os idosos os que mais frequentemente sofrem com a falta de ferro.

Nesta edição do blog, saiba o que fazer para combater a anemia. O Dr. Sergio Brasil, hematologista do Hospital Santa Paula, explica melhor o tema. Leia para saber mais!

O que é bom para curar anemia por falta de ferro rapidamente?

Para tratar a anemia por escassez de ferro é preciso aumentar a quantidade de hemoglobina no sangue, uma vez que é ela a responsável por levar o oxigênio a todas as partes do corpo. Na maioria das vezes, a diminuição da quantidade de hemoglobina no sangue acontece pela falta de ferro no corpo. Então, para aumentar essa produção, é necessário elevar a oferta do nutriente. Isso pode ocorrer com o consumo de alimentos ricos em ferro e/ou com o uso de suplementos à base de ferro, que podem ser administrados por via oral ou, em algumas situações excepcionais, como no caso de pacientes de cirurgias de redução de estômago ou doenças intestinais, por via intravenosa.  Além disso, também é desejável diminuir a eliminação de sangue, que representa perda de ferro – por exemplo, com a redução do fluxo menstrual – sempre que possível. Todas essas questões devem estar de acordo com a orientação de tratamento indicada por um médico.

Mas como fazer isso? Confira algumas dicas aqui.

Conforme explica o Dr. Sergio Brasil, “incluir alimentos ricos em ferro é fundamental para o combate da anemia. Esse nutriente pode ser encontrado sobretudo nas carnes vermelhas, principalmente em vísceras como o fígado. Alguns vegetais também são ricos em ferro, como a lentilha, o feijão e a soja. Há verduras com quantidade considerável de ferro, como a couve-manteiga, a rúcula e o espinafre. Das frutas, o açaí também tem alto teor de ferro”.

Comer frutas ácidas como laranja, limão, abacaxi, maracujá e caju nas refeições pode auxiliar a absorção de ferro, uma vez que a vitamina C presente nessas frutas potencializa esse processo. Esses alimentos podem ser consumidos em forma de sucos, como sobremesas ou até mesmo em saladas.

Por outro lado, o consumo excessivo de alimentos ricos em cálcio, como leite e derivados, pode acarretar a diminuição da absorção do ferro. Por isso, tais itens devem ser reduzidos ou mesmo evitados em refeições como almoço e jantar. Além disso, o café, as bebidas alcoólicas e o chocolate também prejudicam essa absorção, devendo, assim, haver o controle do consumo desses produtos.

Veja, a seguir, as características dos diferentes tipos de anemia.

Anemia na gravidez

Não é incomum o aparecimento de anemia na gestação. Isso ocorre porque, se por um lado, há um aumento da necessidade diária de ferro, por outro, encontramos um quadro dilucional, ou seja, durante a gestação, o organismo fabrica mais a parte líquida do sangue do que os glóbulos vermelhos, levando à redução aparente no resultado. Estas são duas situações diferentes. Enquanto na falta de ferro real, de fato, há a necessidade de suplementação de ferro, na segunda, no quadro dilucional, não há essa demanda. Por isso, a anemia na gravidez deve ser diagnosticada e tratada com orientação médica. Caso se confirme a falta de ferro, esta pode ser corrigida com mudanças na alimentação ou o uso de suplementos, com o intuito de aumentar o nível de ferro e a consequente taxa de hemoglobina no corpo.

O Dr. Sergio Brasil explica, ainda, que, para a alimentação na gravidez, é importante o consumo de opções ricas tanto em ferro como em ácido fólico, como lentilha, couve, fígado, carnes e feijão. Além disso, recomenda-se a ingestão de frutas cítricas às refeições, pois elas potencializam a absorção do ferro. Então, beber sucos ou comer frutas como laranja, tangerina, abacaxi e limão é muito benéfico. Já em relação aos suplementos de ferro, estes devem ser indicados pelo médico.

Anemia infantil

Nas crianças, a chamada anemia por falta de ferro pode acontecer por causa do aumento da necessidade de ferro. Essa demanda decorre em decorrência do crescimento acelerado nessa fase. Então, quando têm anemia, as crianças costumam ficar mais apáticas, pálidas e com menos vontade de brincar. Esses sinais merecem atenção, pois a queda na quantidade de ferro no organismo pode prejudicar o aprendizado e outras questões relacionadas com o bom funcionamento do corpo.

Para a prevenção de anemia por falta de ferro é preciso cuidado na alimentação. Nos primeiros meses de vida, é fundamental ter atenção ao suprimento de leite materno, que é uma rica fonte de ferro desde que a mãe não sofra com a falta desse elemento – por isso, durante a amamentação, também é importante cuidar da suplementação de ferro da mãe. Os bebês que nasceram com peso adequado podem receber aleitamento exclusivo até os 6 meses de vida e a amamentação deve ser mantida até os 2 anos. Já nos casos em que não é possível amamentar, pode ser indicado o uso de suplementação. A partir de 6 meses de vida, a alimentação deve ser cuidada, levando em consideração cada período pelo qual o bebê passa, atitude essencial para o bom desenvolvimento da criança. Com o acompanhamento do médico pediatra, cada faixa etária terá suas necessidades nutricionais satisfeitas, e todo o processo de introdução alimentar será orientado por ele.

Uma alimentação fornecida às crianças rica em ferro não difere daquela já comentada anteriormente.

Anemia em idosos

Nos idosos, as principais causas de deficiência de ferro decorrem da má absorção do elemento por causa de uma alimentação incorreta ou por perdas gástricas/intestinais. É preciso ter atenção redobrada nessa faixa etária, e, ao perceber sintomas como palidez, fadiga, falta de apetite e apatia, deve-se procurar orientação médica para que a causa da anemia seja detectada e um tratamento adequado seja orientado. É muito comum associarmos anemia imediatamente à falta de ferro, o que, nessa faixa etária, pode levar a atrasos no diagnóstico de doenças reumáticas, cânceres e doenças renais, entre outras. Tais quadros também podem causar anemia, mas não por falta de ferro e, sim, pela presença conjunta de outra doença crônica oculta.

O que é bom comer para evitar anemia?   

Confira, a seguir, alguns alimentos que são ricos em ferro e importantes tanto na prevenção quanto no tratamento da anemia.

  • Carne vermelha
  • Salsinha
  • Fígado
  • Ovo
  • Uva-passa
  • Açaí
  • Feijão preto
  • Figo em calda
  • Grão-de-bico
  • Soja crua
  • Tofu
  • Cacau em pó
  • Ameixa seca
  • Espinafre
  • Agrião
  • Rúcula
  • Couve
  • Beterraba
  • Ostras e mexilhões
  • Flocos de aveia
  • Castanha-do-pará
  • Abacate

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