Projetos

Acesse: bit.ly/banco-de-bones

O Banco de Bonés faz parte do projeto Lenços Que Unem, esse traz consigo a força de um projeto de solidariedade. Acreditamos que a simbologia do boné carrega consigo o sentimento de carinho e amor, que além de presentear, apoia e fortalece o paciente oncológico.

Como o Banco de Lenços, o Banco de Bonés nasceu para levar um símbolo de apoio e esperança às pessoas que estão passando pelo tratamento contra o câncer. Qualquer um pode fazer sua doação e pacientes do Brasil inteiro podem solicitar sua peça sem nenhum custo. O Banco de Bonés recebe doações de bonés para distribuir à todos que estão passando pelo tratamento.

Um gesto de esperança e carinho.

Construímos uma rede de apoio social: O projeto une pessoas que desejam doar àquelas que desejam receber. Sob a forma de bonés, enviamos solidariedade, apoio e carinho para todos nas mais diversas localidades.

Postos fixos: Implementamos e administramos postos fixos para coleta de bonés em perfeito estado nas dependências da instituição para posterior encaminhamento aos homens em tratamento do câncer.

Postos temporários e independentes: Apoiamos a realização de campanhas e ações pontuais, em empresas públicas e privadas, para coleta de bonés que, posteriormente, serão encaminhados ao nosso Banco para processamento e distribuição.

Acesse: www.facebook.com/CuideSeVivaAVidaMelhor

A busca pela melhor qualidade de vida abrange fatores que podem modificar a condição de vida de qualquer pessoa. Uma melhoria na qualidade de vida envolve boa educação, bem-estar e alimentação além de outros fatores que aumentam a expectativa de vida e transformam a prática de novos hábitos em mais prazerosos. Mas para a melhor aplicação desses novos hábitos e reeducação do modelo de qualidade de vida, percebe-se também a importância do relacionamento médico e paciente, neste relacionamento a confiança, segurança na informação e orientação fornecida é de extrema importancia. Trata-se da Importância da humanização no atendimento.

Nesse contexto o Hospital Santa Paula criou o “Cuide-se, Viva a Vida Melhor” com a proposta de quebrar os paradigmas quanto aos hábitos e costumes para uma melhor qualidade de vida, através de campanhas, parcerias e eventos com orientações sobre os cuidados necessários para a saúde física e mental.

Então em comemoração ao Dia Mundial da Saúde, no mês de abril, o Hospital Santa Paula desde 2008 realiza um evento com experiências que possibilitem melhoria na qualidade de vida da população.

Câncer de Próstata – O que é?

Por: Dr. Mario Augusto Delgado Filho (CRM-SP 30.408) Dr. Diego Reis Delgado (CRM-SP 128.445) Dr. Felipe Reis Delgado (CRM-SP 147.452) Equipe de Urologia do Hospital Santa Paula

Tópicos importantes:

– O que é o Câncer de próstata? – Rastreamento do câncer de próstata – Diagnóstico do câncer de próstata – Tipos de tratamento do câncer de próstata – Complicações e efeitos colaterais do tratamento do câncer de próstata – Prognóstico do câncer de próstata

O QUE É O CÂNCER DE PRÓSTATA?

Câncer de próstata, também denominado de carcinoma da próstata, é uma neoplasia que tem seu desenvolvimento na próstata, uma glândula do sistema reprodutor masculino. A maioria dos cânceres de próstata é de crescimento lento, no entanto, alguns crescem relativamente rápido. As células cancerosas podem espalhar-se a partir da próstata para outras partes do corpo, particularmente os ossos e os linfonodos. Inicialmente pode ser assintomática, mas em estágios avançados pode causar dificuldade para urinar, presença de sangue na urina ou dor na pelve, costas ou ao urinar. Os sinais clínicos são muito semelhantes aos da hiperplasia benigna da próstata. Outros sintomas tardios podem incluir sensação de cansaço devido aos baixos níveis de células vermelhas no sangue e disfunção erétil.

Este tipo de câncer se desenvolve mais frequentemente em homens acima dos 50 anos de idade. Ocorre somente em homens, já que a próstata é uma glândula exclusiva deste sexo. É o tipo de câncer mais comum em homens nos Estados Unidos, país em que é a segunda maior causa de mortes masculinas por câncer, atrás somente do câncer de pulmão. Entretanto, muitos homens que desenvolvem câncer de próstata não apresentam sintomas e acabam morrendo por outras causas.

No Brasil a estimativa para 2015 são de aproximadamente 580.000 casos novos de câncer, sendo aproximadamente 70.000 de câncer de próstata.

O câncer de próstata é mais frequentemente descoberto através de exame físico ou por monitoração dos exames de sangue, como o teste do “PSA” (sigla em inglês para antígeno prostático específico). Atualmente existe alguma preocupação sobre a acurácia do teste de PSA e sua real utilidade. Uma suspeita de câncer de próstata é tipicamente confirmada ao se remover uma amostra da próstata (biópsia) e examinando-a sob microscópio. Outros exames, como raio-X e exames de imagem para os ossos (cintilografia óssea), podem ser realizados para determinar se o câncer de próstata se espalhou.

USO DA MEDICINA NUCLEAR NO CÂNCER DE PRÓSTATA 

CINTILOGRAFIA ÓSSEA:

A cintilografia óssea é um exame em que é injetado pela veia uma substância radioativa, um radiofármaco que se distribui nos ossos.

Este exame é utilizado para detectar metástases ósseas de cânceres da próstata.

Como é feita a cintilografia óssea?

A cintilografia óssea é feita com a injeção pela veia do radiofármaco. Depois de receber o radiofármaco, o paciente pode voltar para casa, regressando cerca de 2-4 horas depois, dando tempo ao radiofármaco para se distribuir.

Normalmente, o exame dura entre 30-40 minutos e o paciente não necessita de jejum, nem ter nenhum cuidado especial.

PET-CT

FDG-18F (fluordesoxiglicose marcado com flúor 18)

A obtenção de imagens oncológicas de FDG-18F baseia-se no princípio básico de que os tumores malignos apresentam elevadas taxas de metabolismo glicolítico, superior às presentes nos tecidos adjacentes. Após administração venosa, as moléculas desse radiofármaco atravessam a membrana celular utilizando proteínas transportadoras de glicose (GLUTs), de maneira semelhante ao que ocorre com a glicose não radioativa. As células malignas tendem a apresentar maior quantidade de GLUTs e também maior afinidade pela glicose, que proporciona alto fluxo de glicose para o meio intracelular cancerígeno. Uma vez no interior da célula, o FDG-18F é fosforilado pela enzima hexoquinase, transformando-se em FDG-18F-6-fosfato, molécula a qual a membrana celular é impermeável. Assim, a FDG-18F-6-fosfato fica retida no meio intracelular e, de um modo geral, quanto maior a quantidade dessa substância, maior a agressividade do tumor.

As células tumorais não são as únicas a apresentar alta afinidade pela glicose marcada, portanto para a adequada interpretação dos estudos de PET-CT é fundamental o conhecimento do metabolismo glicolítico normal, e suas variações nos diversos órgãos e tecidos do corpo humano.

 

 

Neoplasia de próstata e PET-CT

Na neoplasia de próstata estudos mostram que a GLUT-1 é expressa pelas células cancerosas. O nível de expressão aumenta com o avanço do grau de malignidade, sendo que a expressão está minimamente acima do nível de detecção em tumores bem diferenciados e significativamente aumentada em tumores moderadamente a pouco diferenciados.

O papel da PET-CT ainda é limitado na avaliação do tumor primário, estadiamento linfonodal e metastático inicial e recidiva bioquímica. Porém já tem eficácia comprovada na avaliação de resposta a terapia, principalmente após terapia de bloqueio hormonal.

 

 

TRATAMENTO DE DOR ÓSSEA COM SAMÁRIO-153

O tratamento com EDTMP- samário-153 tem como objetivo o controle da dor causada por metástases ósseas (acometimento do osso pelas células do tumor).

O EDTMP-samário-153 é um material radioativo que tem a capacidade de ligação às lesões ósseas, aonde realizará o seu efeito analgésico.

CONTRA-INDICAÇÕES AO TRATAMENTO COM EDTMP-SAMÁRIO-153

As contra-indicações ao tratamento com EDTMP-Samário-153 incluem: baixa contagem das células sanguíneas (diminuição do número de plaquetas e leucócitos), presença de fratura patológica, sinais de compressão de medula espinhal, tratamento quimioterápico concomitante, gravidez, suspeita de gravidez e amamentação.

O EDTMP-Samário é administrado por via endovenosa, em uma única aplicação, nas dependências da clínica de Medicina Nuclear. Não é necessária a internação.

Após a aplicação do EDTMP-Samário-153, poderá ser realizada uma cintilografia de corpo inteiro para visualização da distribuição do material pelo esqueleto (cerca de duas horas após).

Não é necessário jejum antes da aplicação do EDTMP-Samário-153.

EFEITOS COLATERAIS

O principal efeito colateral do tratamento com EDTMP-Samário-153 é a depressão da medula óssea, levando à diminuição do número de plaquetas, glóbulos brancos, e mais tardiamente, redução do número de glóbulos vermelhos, o que pode causar sangramentos, aumento da susceptibilidade às infecções e anemia.

A quimioterapia e a radioterapia podem também diminuir o número das células sanguíneas. Deste modo, a aplicação com EDTMP-Samário-153 deve ser feita com um intervalo de pelo menos seis a oito semanas antes ou depois da quimioterapia e quatro semanas antes ou depois da radioterapia sistêmica.

Pode ocorrer também um aumento transitório da intensidade da dor até vinte e um dias após a injeção, com duração de dois a cinco dias (fenômeno “flare”). Em geral, este aumento transitório da dor está relacionado com uma melhor resposta final ao tratamento.

CUIDADOS APÓS A APLICAÇÃO DO EDTMP-SAMÁRIO-153

Os cuidados após a aplicação do EDTMP-Samário têm como objetivo proteger as pessoas que têm contato com o paciente da exposição à radiação.

Nos dois dias seguintes à administração do EDTMP-Samário-153, o paciente deve evitar contato próximo com gestantes e crianças.

Como o EDTMP-Samário-153 é eliminado pela urina, saliva, suor, fezes e outras secreções corpóreas, deve-se usar a descarga abundantemente, evitando respingar a urina no piso e no vaso sanitário, se possível, usar um banheiro separadamente das outras pessoas da casa. Deve-se, ainda, lavar as roupas pessoais e talheres separadamente.

No caso de pacientes que fazem uso de sondas vesicais ou fraldas, o manuseio destes materiais e das secreções deve ser feito cuidadosamente, com o uso de luvas e aventais descartáveis. As bolsas coletoras de urina devem ser cuidadosamente esvaziadas no vaso sanitário, acionando-se abundantemente a descarga.

Em pacientes com incontinência urinária, recomenda-se o uso de colchão com cobertura plástica e fraldas descartáveis.

ACOMPANHAMENTO MÉDICO APÓS A ADMINISTRAÇÃO DO EDTMP-SAMÁRIO-153

O acompanhamento médico após a administração do EDTMP-Samário-153 deve ser realizado com o objetivo de se avaliar a resposta à terapia, além da detecção precoce de alterações sanguíneas.

Recomenda-se a realização de hemogramas a cada 07 dias nos 3 meses que se seguem à aplicação do EDTMP-Samário-153.

O paciente deve informar ao médico que o acompanha o aparecimento de novos sintomas, como infecções ou sangramentos.

RESPOSTA AO TRATAMENTO

O tratamento com EDTMP-Samário-153 tem uma probalidade de 60-80% de reduzir os sintomas dolorosos causados por metástases ósseas (acometimento dos ossos pelas células do tumor).

Como já exposto anteriormente, pode ocorrer uma piora transitória da dor nos primeiros dias após a dose (geralmente nas primeiras 24 a 48 horas). Este fato pode ocorrer em cerca de 20% dos pacientes.

A melhora da dor em geral ocorre dentro de uma semana. A dor poderá diminuir ou desaparecer por cerca de 2 a 4 meses. Uma nova aplicação poderá ser reavaliada após este período.

Falha do tratamento pode ocorrer em 10 a 30% dos casos.

O paciente pode utilizar a medicação analgésica durante os primeiros dias após a aplicação do EDTMP-Samário-153 e reduzir gradativamente a dose, de acordo com a resposta ao tratamento.

O câncer de próstata pode ser tratado com cirurgia, radioterapia, terapia hormonal ou alguma combinação destes. A idade e saúde do homem, assim como a extensão da doença e aparência sob análise microscópica são fatores que devem ser avaliados por uma equipe multiprofissional para realizar o melhor tratamento para cada paciente. Assim sendo o tratamento deve ser individualizado para cada paciente, após avaliação multiprofissional.

RASTREAMENTO DO CÂNCER DE PRÓSTATA

O rastreio de pacientes para qualquer doença maligna se baseia no fato de que a detecção precoce da doença facilita seu tratamento e aumenta os índices de cura. Para ser eficaz, requer que sejam realizados testes eficientes, facilmente administrados, e capazes de detectar cânceres significativos em estágios pré-clínicos ou em condições de tratamento curativos.

O exame de rastreamento, detecção precoce, geralmente é realizado pelo exame do PSA e pelo exame digital da próstata (o toque retal). Recentemente, novas recomendações têm sido feitas pelas grandes sociedades especializadas. Um estudo europeu demonstrou que os homens com idade de 55 a 69 anos são os que mais se beneficiam quando submetidos aos exames periódicos. (Shröeder, F. NEJM 2008)

A ampla disseminação do uso do teste de PSA foi baseada na grande possibilidade de detecção de tumores em estágio inicial, principalmente quando comparado ao exame de toque retal isoladamente. Além disso, um exame de toque retal normal, não descarta a existência de um câncer de próstata. Numerosas abordagens foram propostas para melhorar a acurácia do uso do PSA na detecção do câncer de próstata, incluindo a sua velocidade de duplicação, PSA livre, densidade de PSA e adequação do ponto de corte em função da idade, raça ou grupo étnico, porém nenhuma delas tem eficácia clínica comprovada.

A orientação atual da Sociedade Americana de Urologia, bem como da Sociedade Brasileira de Urologia, estimula uma decisão conjunta entre o paciente e seu médico no sentido de se fazer o exame de PSA rotineiramente nos pacientes com expectativa de vida acima de 10 anos, deixando claro para o paciente a possibilidade de diagnóstico de tumores insignificantes e que não teriam impacto na sobrevida daquele indivíduo.

DIAGNÓSTICO DO CÂNCER DE PRÓSTATA

O diagnóstico do câncer de próstata só é confirmado após análise histopatológica de amostra de tecido prostático. O simples aumento do PSA ou a alteração no toque retal não confirmam o diagnóstico, mas são ferramentas importantes para indicar a biópsia. Na prática clínica observamos muitas situações benignas que podem causar o aumento do PSA como a Hiperplasia Prostática Benigna ( HPB ) , prostatite e até mesmo ciclismo ou relação sexual podem aumentar o valor do PSA sem a presença do câncer da próstata.

O objetivo do rastreamento com PSA e toque retal é indicar a biópsia da prostática apenas aos pacientes que realmente tenham risco de serem portadores da neoplasia, evitando assim a indicação desnecessária de biopsias, reduzindo custos e complicações deste procedimento.

BIÓPSIA

Se há suspeita de câncer, realiza-se uma biópsia da próstata. Durante a biópsia o urologista obtém amostras do tecido da próstata através do reto. As biópsias de próstata são feitas sob sedação ,rotineiramente e raramente necessitam de hospitalização.

As amostras de tecido da próstata são então examinadas sob microscópio para determinar se há presença de células cancerosas e para avaliar as características microscópicas (ou escore de Gleason) de algum câncer encontrado.

O que é escore de Gleason?

– Escore de Gleason é uma pontuação dada a um câncer de próstata baseada em sua aparência microscópica. Escores maiores estão associados a piores prognósticos, já que são dados a cânceres mais agressivos.

O escore de Gleason é composto pela soma de dois números que variam de 1 a 5, variando de 2 (1+1) até 10 (5+5). Quanto mais alto o Gleason , mais agressivo é o tumor.

• Grau 1 – A próstata cancerosa se parece muito com o tecido normal. As glândulas são pequenas, bem-formadas e muito próximas. • Grau 2 – O tecido ainda possui glândulas bem formadas, mas elas são maiores e possuem mais tecido entre cada uma. • Grau 3 – O tecido ainda possui glândulas reconhecíveis, mas as células são mais escuras. Em uma magnificação maior, algumas destas células deixaram as glândulas e estão começando a invadir o tecido circundante. • Grau 4 – O tecido possui poucas glândulas reconhecíveis. Muitas células estão invadindo o tecido circundante. • Grau 5 – O tecido não possui glândulas reconhecíveis.

O escore de Gleason é usado para ajudar a avaliar o prognóstico de homens com câncer de próstata. Junto com outros parâmetros, o escore de Gleason é incorporado a uma estratégia de estadiamento do câncer de próstata que proporciona um prognóstico e ajuda a guiar a terapia.

TIPOS DE TRATAMENTO DO CÂNCER DE PRÓSTATA

Devido ao grande leque terapêutico, após o diagnóstico da doença cada caso deve ser avaliado individualmente por uma equipe multiprofissional para que se opte pelo melhor tratamento para cada paciente. Na escolha do tratamento devemos levar em conta fatores da doença como grau de agressividade do tumor ( Gleason ) e fatores do paciente como idade e morbidades. A escolha do tratamento ideal é a peça fundamental do sucesso do tratamento, pois sempre devemos procurar a cura, mas nunca fazer com que o tratamento seja mais prejudicial ao paciente do que a própria doença. Com este objetivo fazemos uma avaliação multiprofissional desde urologista (medico cirurgião), oncologista, fisioterapeuta, psicólogos e clínico geral para que em grupo chegamos juntos na melhor opção terapêutica para cada paciente. Este é o objetivo do Hospital Santa Paula, não apenas tratar a doença mas sim o paciente, dando o melhor suporte possível, sabendo que nenhum paciente é igual ao outro, tornando cada paciente especial e o foco de uma equipe multiprofissional criada e preparada para dar todo o suporte necessário neste momento de dificuldade.

CIRURGIA

A remoção cirúrgica da próstata, ou prostatectomia, é um tratamento comum tanto para os cânceres de estágio precoce como para alguns casos selecionados de tumores mais avançados.

A prostatectomia radical é eficiente contra tumores que ainda não se espalharam além da próstata; com as taxas de cura dependendo dos fatores de risco como o nível de PSA e escore de Gleason. Junto a retirada da próstata (prostatectomia) também é realizado a linfadenectomia, ou seja, retirado linfonodos pélvicos que são focos frequentes de metástases do câncer de próstata. Este material é então enviado ao laboratório de patologia que avalia a presença ou não de células tumorais nos linfonodos. Esta informação é importante pois orienta o tratamento complementar e o seguimento no pós-operatório. Após a cirurgia o acompanhamento e controle de cura se faz através do valor do PSA , a cirurgia é dita curativa quando o PSA zera ( ficando em valores muito baixos ) e permanecendo inalterável por mais de 5 anos. Caso o PSA suba durante o seguimento damos o diagnóstico de recidiva bioquímica e passamos a segunda linha de tratamento. A cirurgia tem como objetivo principal a cura da doença, mas em casos onde a doença já está mais avançada (fora da próstata) a simples remoção da próstata não retira toda a doença do paciente necessitando de tratamento complementar. Mas mesmo não sendo alcançado o objetivo principal da cura no paciente portador de câncer de próstata a cirurgia ajuda no controle local da doença além de reduzir a velocidade de progressão de metástases a distância.

RADIOTERAPIA E SUAS MODALIDADES

Trata-se de um tratamento curativo para doença localizada ou localmente avançada. Poucos estudos com poder de detectar diferenças significativas (chamados estudos clínicos randomizados), compararam a radioterapia com a cirurgia, na tentativa de avaliar se existe um tratamento melhor que o outro. Apenas um estudo clínico randomizado comparou a prostatectomia radical e a radioterapia e demonstrou que a cirurgia previne mais a disseminação do tumor, reduzindo a possibilidade de metástases. (Paulson, Lin et al. 1982). A radioterapia pode ser indicada para alívio sintomático de dores ósseas ocasionadas por metástases.

Observação (watchful waiting) e Seguimento ativo (active surveillance)

A simples observação (do inglês watchful waiting), isto é, apenas acompanhar os pacientes diagnosticados com câncer de próstata até que o paciente apresente sintomas e tratá-los de forma paliativa, isto é, não curativa, demonstrou ser uma modalidade de tratamento com piores resultados quando comparado à cirurgia radical. Pacientes operados apresentaram maior sobrevida geral, melhor sobrevida relacionada ao câncer e menor chance de metástases ao longo da vida.

O seguimento ativo (do inglês active surveillance) é uma modalidade onde o paciente é conduzido atentamente, com exames periódicos, existindo a necessidade de submeter o paciente a novas biópsias, optando por não tratar de imediato pacientes portadores de tumores de baixo risco de progressão. Desta forma, indicando o tratamento (seja prostatectomia radical seja radioterapia) somente aos pacientes em que o câncer progredir. Esta modalidade de tratamento tem a intenção de restringir a exposição aos riscos e complicações conhecidas (como incontinência urinária e disfunção sexual) a apenas os pacientes portadores de câncer não agressivos. Atualmente, devido a falta de acurácia em predizer quais pacientes são portadores de tumores de baixo-risco, o seguimento ativo é indicado a apenas um grupo restrito de pacientes portadores de tumores pouco agressivos ou com expectativa de vida < 10-15 anos, seja pela idade avançada, seja pelas doenças que o paciente já apresenta, as chamadas comorbidades (fumo, pressão alta, obesidade, sedentarismo…) que, por vezes, podem levar o paciente a morte antes do tumor progredir.

Terapia hormonal

A terapia hormonal usa medicamentos ou cirurgia para impedir que as células do câncer de próstata adquiram dihidrotestosterona (DHT), um hormônio produzido na próstata que é necessário para o crescimento e dispersão da maioria das células do câncer de próstata. O bloqueio do DHT geralmente faz com que o câncer de próstata pare de crescer e até mesmo diminua. Entretanto, a terapia hormonal raramente cura o câncer de próstata porque os cânceres que inicialmente respondem à terapia hormonal geralmente se tornam resistentes após um ou dois anos. A terapia hormonal é então usada quando o câncer já se espalhou da próstata. Também pode ser administrada para alguns homens que estão sob radioterapia ou fizeram cirurgia, para prevenir o retorno de seu câncer.

A terapia hormonal para o câncer de próstata age nas vias metabólicas que o corpo usa para produzir a DHT. Um ciclo de retroalimentação envolvendo os testículos,hipotálamo, hipófise, supra-renais e próstata controla os níveis sanguíneos de DHT. Primeiro, os baixos níveis sanguíneos de DHT estimulam o hipotálamo a produzir hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH). O GnRH então estimula a hipófise a produzir hormônio luteinizante (LH), o qual estimula os testículos a produzir testosterona. Finalmente, a testosterona dos testículos e a dehidroepiandrosterona das glândulas supra-renais estimulam a próstata a produzir mais DHT. A terapia hormonal diminui os níveis de DHT pois interrompe esta via metabólica em algum ponto.

Existem diversas formas de terapia hormonal para o câncer de próstata:

• Orquiectomia é a cirurgia para remover os testículos. Como os testículos produzem a maior parte da testosterona do corpo, a sua remoção cirúrgica faz com que os níveis de testosterona caiam logo em seguida. Com isso, a próstata não somente deixa de receber estímulo da testosterona para produzir mais DHT, como também não possui testosterona suficiente para transformá-la em DHT. • Antiandrógenos são medicamentos como flutamida, bicalutamida, nilutamida, e acetato de ciproterona que diretamente bloqueiam as ações da testosterona e da DHT no interior das células do câncer de próstata. • Medicamentos que bloqueiam a produção dos andrógenos supra-renais como a DHEA incluem o cetoconazol e a aminoglutetimida. Como as glândulas supra-renais produzem somente cerca de 5% dos andrógenos do corpo, estes medicamentos são geralmente usados somente em combinação com outros métodos que possam bloquear os 95% de andrógenos produzidos pelos testículos. Estes métodos combinados são chamados de bloqueio androgênico total (BAT). O BAT também pode ser obtido com o uso de antiandrógenos. • A ação do hormônio liberador de gonadotrofina pode ser interrompida de duas maneiras. Os antagonistas do GnRH impedem a produção de LH diretamente, enquanto osagonistas do GnRH inibem o LH através de um processo de regulação para baixo (downregulation) após um efeito de estimulação inicial. Abarelix é um exemplo de antagonista do GnRH, enquanto os agonistas do GnRH incluem leuprolida, goserelin, triptorelin e buserelin. Inicialmente, os agonistas do GnRH aumentam a produção do LH. Entretanto, como o constante fornecimento desta medicação não coincide com o ritmo de produção natural do corpo, a produção de LH e GnRH diminui após algumas semanas.

Os tratamentos hormonais que mais têm sucesso são a orquiectomia e os agonistas do GnRH. Apesar de seu elevado custo, os agonistas do GnRH são geralmente escolhidos ao invés da orquiectomia, por questões cosméticas e emocionais.

Cada tratamento possui desvantagens que limitam seu uso em certas circunstâncias. Apesar de a orquiectomia ser uma cirurgia de baixo risco, o impacto psicológico da remoção dos testículos pode ser significante. A perda de testosterona também causa ondas de calor, ganho de peso, perda da libido, aumento das mama (ginecomastia),impotência e osteoporose. Os agonistas do GnRH podem causar os mesmos efeitos da orquiectomia mas podem causar piores sintomas no início do tratamento. Quando os agonistas do GnRH começam a ser usados, os aumentos de testosterona podem levar a uma dor aumentada nos ossos (originada do câncer metastático), então antiandrógenos são usados para diminuir estes efeitos colaterais. Os estrógenos não são comumente utilizados pois eles aumentam o risco de doença cardiovascular etrombose. Os antiandrógenos geralmente não causam impotência e geram menos dor nos óssos e massa muscular. O cetoconazol pode causar lesões no fígado com o uso prologando e a aminoglutetimida pode causar rashes cutâneos.

COMPLICAÇÕES E EFEITOS COLATERAIS DO TRATAMENTO DO CÂNCER DE PRÓSTATA

A próstata é uma glândula masculina responsável pela produção do sêmen, ela cresce induzida pelo hormônio masculino ( testosterona). As complicações podem ser desde incontinência urinária como disfunção erétil que podem ocorrer por consequência do tratamento. Na cirurgia quando o tumor esta intra-prostatico ( em estagio inicial) podemos tentar a realização da prostatectomia com a técnica de preservação dos nervos responsáveis pela ereção e pela continência urinária. Mas em casos onde o tumor está avançado e acometeu o nervo a preservação do nervo acarretaria em manter presença da doença ainda no paciente, infelizmente nestes casos não é possível a preservação dos nervos pois o objetivo maior é salvar a vida do paciente!

As duas complicações mais importantes do tratamento cirúrgico são a incontinência urinária e a disfunção erétil, isto não significa que todos os pacientes fatalmente terão estas complicações como já mencionado. Após a cura da doença podemos tratar as complicações. Tanto a disfunção erétil como a incontinência urinária tem tratamento que varia desde medicamentos até cirurgia com uso de prósteses.

As complicações da radioterapia são semelhantes às da cirurgia pois ao usar radiação para matar as células cancerosas também são danificados nervos. Uma complicação exclusiva da radioterapia são as complicações actínicas como próctite e cistite actinica, causadas por efeito da radiação no reto e na bexiga. A Hormonioterapia atua reduzindo o valor da testosterona levando a complicações decorrentes do hipogonadismo com fogachos ( ondas de calor), redução do libido e disfunção erétil.

Estas complicações não ocorrem em todos os pacientes, quanto mais precoce o tratamento menor o efeito colateral e menor o risco de complicações. Caso ocorra alguma complicações após o tratamento do câncer de próstata é possível realizar tratamento para todas as complicações.

Hoje com os bons resultados no tratamento do paciente com câncer de próstata temos que avaliar também o desejo do paciente em ser pai no futuro. Caso o paciente ainda deseje ser pai recomendamos e orientamos o congelamento de sêmen antes do início do tratamento , pois desta maneira após a cura, o paciente ainda poderá disfrutar de uma vida saudável com boa qualidade de vida por muitos anos.

PROGNÓSTICO DO CÂNCER DE PRÓSTATA

Câncer de próstata tem muitas opções de tratamento, o que contribui para cura gerando muitos bons resultados!

Com o objetivo em oferecer o melhor tratamento, nós do Hospital Santa Paula criamos uma unidade especifica para o tratamento multiprofissional do paciente com câncer de próstata obtendo assim ótimos resultados de cura associado a boa qualidade de vida , pois acreditamos que não basta curar a doença , temos que tratar o paciente!

 

O que é Novembro Azul?

O Novembro Azul é uma campanha mundial onde o foco são os homens, um assunto que ainda é tratado como tabu por muitos: a prevenção do câncer de próstata.

O movimento surgiu na Austrália, em 2003, aproveitando as comemorações do Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, realizado em 17 de novembro. Com o objetivo de quebrar o preconceito masculino de ir ao médico e, quando necessário, fazer o exame de toque.

Em vários países, o Movember (junção de Mustache e November – bigode e novembro) é mais do que uma simples campanha de conscientização. Há reuniões entre os homens com o cultivo de bigodes (ao estilo Mario Bros), símbolo da campanha, onde são debatidos, além do câncer de próstata, outras doenças do público masculino.

Para celebrar a data e chamar a atenção da população muitos monumentos e pontos turísticos ficam iluminados na cor azul, como Cristo Redentor, Congresso Nacional, Teatro Amazonas, Monumento às Bandeiras entre outros.

Desde 2012 o Instituto de Oncologia Santa Paula aderiu ao movimento, sendo um dos primeiros hospitais no Brasil a ficar iluminado na cor azul.

 

Radioterapia no Câncer de Próstata

Por: Karina Moutinho Vasconcelos Paula Pratti Rodrigues

De maneira geral, ao diagnosticar um câncer de próstata, classificamos a doença em:

– Localizada (de baixo risco, risco intermediário ou alto risco): baseada em fatores de risco como os níveis de antígeno prostático específico (PSA) no sangue, o tamanho do tumor da próstata e pelo grau de distorção das células (visto na biópsia), denominado Gleason score. A presença de linfonodos (“ínguas”) na pelve não é um fator utilizado na classificação de riscos, porém é muito importante para a escolha da terapia mais adequada do tratamento. – Metastática: quando a doença não está mais restrita à próstata e linfonodos regionais, mas já disseminou para outros órgão, mais comumente os ossos. Nesta fase a doença não é mais considerada curável, porém existem várias formas de mantê-la sob controle.

Diante da estratificação de risco, no caso de tratamentos com intuito curativo, a radioterapia é uma das opções de tratamento e pode ser empregada em diversas modalidades.

1. Braquiterapia:

A braquiterapia é uma forma de entrega de radiação onde a fonte radioativa fica em íntimo contato com a região a ser tratada, no caso a próstata. Dependendo do material radioativo escolhido, a braquiterapia pode ser feita com baixa taxa de dose (material mais comumente utilizado é o Iodo-125) ou com alta taxa de dose (Iridio-192).

No caso da braquiterapia de baixa taxa de dose, pequenas sementes radioativas são implantas por via perineal guiadas por ultrassonografia na próstata. O paciente recebe uma sedação leve e o procedimento dura cerca de 3h. Dependendo do protocolo do serviço, o paciente pode receber alta hospitalar no mesmo dia ou 24h após o procedimento. As sementes liberam a radiação ao longo de cerca de 3 meses e ficam depositadas na próstata por toda a vida.

Para a braquiterapia de alta taxa de dose são inseridos cateteres na próstata, também por via perineal, com auxílio de ultrassom e após o material radioativo é colocado. Dependendo do protocolo do serviço, são necessária 3 a 6 inserções, que são feitas com intervalos de 12h.

2. Radioterapia externa:

Esta é a modalidade de radioterapia mais comumente empregada e neste caso, a fonte radioativa não entra em contato com o paciente. O aparelho utilizado é o acelerador linear de alta energia de fótons e existem várias técnicas para entregar a dose de radiação. O paciente não apresenta qualquer alteração durante as sessões e a depender da técnica, o tratamento pode durar de 15 a 30 min. O número de sessões varia de acordo com a dose escolhida pelo médico radio-oncologista e isto varia de acordo com a estratificação de risco (no caso de próstata presente) ou se o tratamento é pós-operatório.

Para realizar a radioterapia externa, é feito um planejamento da dose de radiação na próstata e nos órgãos normais em torno dela (reto, bexiga, alças de intestino delgado, bulbo peniano, fêmures). Este planejamento é realizado em tomografia computadorizada específica para planejamento de radioterapia e a depender do caso outros exames podem ser necessários. O médico delimita as áreas a serem tratadas e os órgãos normais em torno e especifica doses de radiação que a próstata deve receber e estabelece limites máximos de dose permitidos nos órgãos de risco. Após, o físico executa o planejamento de acordo com esta doses utilizando softwares complexos de cálculo de dose em tecidos.

Várias técnicas são utilizadas para esta entrega de dose estar o mais próximo possível do ideal, são elas:

2.1. Radioterapia tridimensional conformacionada (3DC): neste caso o físico parte das doses de prescrição na próstata e após o cálculo realizado pelo sistema de planejamento checa se as doses recebidas pelos órgãos de risco excedem ou não aquelas estabelecidas pelo médico radio-oncologista. 2.2. Radioterapia com modulação da intensidade do feixe (IMRT): é uma evolução da técnica 3DC. Mas neste caso, o software de planejamento é mais complexo e permite que o físico tenha maior liberdade de interação com o computador e já informa além da dose de prescrição na próstata, a dose limite dos órgãos de risco. Neste caso, o acelerador linear dispõe de um sistema de lâminas denominado “colimador de multifolhas”) que permite a criação de vários subcampos de radiação, permitindo maior controle da dose nos órgãos normais. 2.3. Radioterapia com arco modulado (VMAT): é uma evolução da técnica IMRT. Neste caso, o aparelho gira em torno do paciente de forma mais complexa, permitindo que a entrega da dose durante os dias do tratamento seja feita de forma mais rápida.

Para termos a certeza de que a dose de radiação é entregue da forma que foi planejada no sistema, precisamos de um método de verificação, que podem ser feitos por RX no próprio acelerador linear (portais ou check-films), RX eletrônicos ou EPIDS ou, para tratamentos mais complexos, pode ser realizada tomografias no próprio aparelho e neste caso é visualizada a própria estrutura anatômica, permitindo maior segurança na execução do tratamento.

Os principais efeitos colaterais relacionados ao tratamento com radioterapia da próstata são inflamação da porção final do intestino grosso (reto) e da bexiga, o que se traduz clinicamente como ardor ao urinar, aumento do número de micções diárias, constipação intestinal ou mesmo diarreia e dor ao evacuar.

No caso de tratamentos com intuito paliativo, a radioterapia é também eficaz e pode trazer alívio sintomático em casos de dor óssea e sangramentos.

Assim sendo, a radioterapia é um tratamento eficaz e importante no manejo dos tumores de próstata nas várias fases evolutivas e deve ser sempre discutido de forma multidisciplinar.

Reabilitação Fisioterapêutica no pós-operatório de Prostatectomia Total

Por: Maria Cecilia Rezek Juliano Silvia Renata Rezek Juliano

A Prostatectomia Total possivelmente é o método mais eficaz no tratamento no câncer de próstata. Apesar da Prostatectomia Total apresentar bons resultados no controle da doença, este procedimento causa algumas complicações, entre as quais destaca-se a Incontinência Urinária (IU) e a disfunção erétil.

O Tratamento da Incontinência após a cirurgia depende do seu mecanismo, da sua importância e do tempo pós-cirúrgico.

O tratamento mais indicado para a Incontinência Urinária após a Prostatectomia é conservador e contitui-se basicamente de fisioterapia e modificações no estilo de vida (adequação de ingestão de líquidos, cessação do tabagismo, uso de absorventes e vestimentos adequados).

O objetivo da Fisioterapia é reabilitar o Assoalho Pélvico (grupo muscular situado entre a base do pênis e o ânus). Melhorar a força e a resistência dessa musculatura , promovendo o fechamento uretral.

Os recursos da Fisioterapia consistem em: exercícios de assoalho pélvico (cinesioterapia), biofeedback e eletroestimulação dos músculos pélvicos ou a combinação desses métodos.

– Exercícios com Assoalho Pélvico:

Os exercícios treinam o paciente a isolar e contrair corretamente o assoalho pélvico para aumentar a força e a resistência muscular, no intuito de aumentar o fechamento uretral durante os momentos de esforços.

1. No homem a melhor maneira de encontrar os músculos do pavimento pélvico é contraindo os músculos em torno do ânus (conter gases intestinais).

Deve sentir uma contração bem definida. Contraia e retenha o músculo e conte até 5. Descontraia, descanse alguns segundos e repita 10 vezes. Aumente a contagem e o numero de repetições a medida que os músculos forem se tornando mais fortes.

2. Contraia os músculos rapidamente em rápida sucessão. Contraia e descontraia. Repita 10 vezes.

– O biofeedback e uma técnica fisioterapêutica que utiliza um equipamento eletrônico que permite avaliar a contração muscular realizada pelo paciente de forma continua e instantânea. Essa maneira de reabilitação muscular e interessante para o paciente aprender a realizar os exercícios pélvicos.

– A eletroestimulação e também um método de realizar contração muscular do assoalho pélvico.

A reabilitação do assoalho pélvico é o tratamento conservador mais recomendado. Em casos em que esse tratamento nao obter resultados satisfatórios, deve ser instituído o tratamento cirúrgico.

Fonte: UNIFIR – Servico de Fisioterapia do Hospital Santa Paula

Acesse: www.facebook.com/santapaularosa

O movimento popular internacionalmente conhecido como Outubro Rosa é comemorado em todo o mundo. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades. Este movimento começou nos Estados Unidos na ultima década do século 20.

Em 1997, entidades das cidades de Yuba e Lodi nos Estados Unidos, começaram efetivamente a comemorar e fomentar ações voltadas a prevenção do câncer de mama, denominando como Outubro Rosa. Todas ações eram e são até hoje direcionadas a conscientização da prevenção pelo diagnóstico precoce.

A ação de iluminar de rosa monumentos, prédios públicos, pontes, teatros e etc. surgiu posteriormente, e não há uma informação oficial, de como, quando e onde foi efetuada a primeira iluminação. O importante é que foi uma forma prática para que o Outubro Rosa tivesse uma expansão cada vez mais abrangente para a população e que, principalmente, pudesse ser replicada em qualquer lugar, bastando apenas adequar a iluminação já existente.

A popularidade do Outubro Rosa alcançou o mundo de forma bonita, elegante e feminina, motivando e unindo diversos povos em em torno de tão nobre causa.

Isso faz que a iluminação em rosa assuma importante papel, pois tornou-se uma leitura visual, compreendida em qualquer lugar no mundo. O Brasil é mundialmente conhecido pelo seu maior símbolo, a estatua do Cristo Redentor no Rio de Janeiro-RJ. E pela primeira vez, o Cristo Redentor ficou iluminado de rosa em Outubro de 2008.

Em outubro de 2009, se multiplicam as ações relativas ao Outubro Rosa em todas as partes do Brasil. Novamente as entidades relacionadas ao câncer de mama e empresas se unem para expandir a campanha.

E em Outubro de 2011, 2012, 2013, 2014, 2015 e 2016 o Hospital Santa Paula também fica iluminado na cor rosa.

 

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O grupo de voluntariado Santa Paula além de estar alinhado a missão, visão e valores desse hospital, atua com solidariedade, profissionalismo e dedicação em todas as ações que realiza.

Tem como proposta levar a comunidade informação e serviços qualificados com palestras e serviços gratuitos. Realiza doações e trabalhos voluntários em instituições cadastradas como fortalecimento das relações entre o hospital, os colaboradores e a comunidade.

Para informação e solicitação de cadastramento, envie sua mensagem para relacionamento@santapaula.com.br