Parkinson

Estima-se que 1 a 3 % da população acima de 60 anos tenha Doença de Parkinson. Seus principais sintomas são tremor de repouso, rigidez muscular, lentidão dos movimentos e alterações no equilíbrio. É uma doença crônica, degenerativa, progressiva, cuja cura ainda é desconhecida. Os sintomas instalam-se e progridem lentamente com a passagem do tempo, geralmente aparecendo após os 50 anos, mas não exclusivamente.

Ela foi descrita em 1817 por James Parkinson. De lá para cá muito foi descoberto e muito se estuda sobre a doença. Contudo ainda não existe um exame específico para detectar a doença. O diagnóstico é clínico, ou seja, é feito através da coleta de informação sobre os sintomas de um cuidadoso exame físico e neurológico. Os exames complementares, em especial de imagem, são importantes para descartarmos outras condições neurológicas que podem ser confundidos com a Doença de Parkinson, porém não serão eles que darão o diagnóstico final da doença.

Não há cura conhecida para a doença. O objetivo do tratamento é aliviar os sintomas e garantir uma melhor qualidade de vida, para isso laçamos mão de medicamentos, fisioterapia, fonoterapia, terapia ocupacional, psicoterapia, suporte social e até cirurgia.

Não existe uma “receita de bolo” sobre como tratar um paciente com Doença de Parkinson. Existem diretrizes gerais e estratégias a serem seguidas, contudo a seleção dos medicamentos e sua dosagem dependem de fatores como estágio da doença, a sensibilidade individual de cada um aos medicamentos, efeitos colaterais das substância, seus diferentes mecanismos de ação, idade do paciente, estilo de vida, dentre outros.

Com o passar do tempo e da evolução da doença, é necessário a associação de diferentes medicamentos para garantir um ótimo controle da doença, além de espalhar ao longo do dia as tomadas dos medicamentos. Isso é feito com o objetivo de manter o paciente sempre com os sintomas sob controle e com o mínimo de efeitos colaterais.

Existem também outras modalidades de tratamento, como as Cirurgias Funcionais. Existem diferentes técnicas. Esse é um recurso poderoso para auxilio do controle dos sintomas, redução de complicações do próprio tratamento (as flutuações motoras), porém não significa a cura a Doença. É Mais uma modalidade de tratamento que se soma as outras já instituídas.

Dr. Alexandre Bossoni CRM 139466 – Neurologista