Cefaléia

Dor de Cabeça, Dor na Cabeça, Enxaqueca, Migrania… 95% da população terá pelo menos um episódio de Dor no seguimento Cefálico ao longa da vida. 13 milhões de brasileiros tem dor de cabeça em pelo menos 15 dias no mês. A enxaqueca acomete até 20 % da mulheres, tento importante componente genético e familiar. 70% da Mulheres e 50% dos homens tem, no mínimo, um episódio de dor de cabeça ao longo do mês.

O que todos esses números significam?

Indicam que as Dores de Cabeças, as cefaleias, são sintomas comuns no dia a dia da população. O sintoma pode ser comum, entretanto isso não significa que ele seja normal e que devamos nos acostumar em conviver com dor vários dias no mês.

Mas, Quando devo procurar o médico? O que as dores de cabeça podem significar? Quais os tratamentos disponíveis?

O médico deve ser procurar Rapidamente sempre que ocorrer a Primeira ou a Pior dor de cabeça da vida, se ocorrer mudança nas características da dor de cabeça que vocês costuma ter, quando a dor passa a acorrer após os 50 anos, quando a dor é progressiva ao longo de dias e semanas, quando a dor ocorre durante esforço fisico ou quando ela é acompanhada de febre, alterações da mente, perda de força, da sensibilidade da coordenação. A avaliação médica nesse casos é importante pois, nesses casos a Dor pode ser um sintoma de uma uma outra doença – gripe, sinusite, meningite, aneurismas, sangramentos, contraturas musculares, dentre outra tantas doenças.

Contudo, frequentemente, as dores de cabeça são a própria doença! Por motivos diferentes existem pessoas que sofrem com crises recorrentes de dor de cabeça, e essa crises lhes obrigam a faltar no trabalho, na escola, diminuem a produtividade, fazem pessoas perderem momentos importantes da vida e reduzem a qualidade de vida.

As dores de cabeça crônicas não são uma coisa só. São um conjunto diferente de doenças neurológicas crônicas, com diferentes causa e explicações e diferentes tratamentos. O médico é capaz de diferenciar cada tipo de doença, ou seja, cada tipo de dor, por meio das características da dor (se em peso, choque, punhada, aperto, queimação), duração (segundo, minutos, horas e dias), localização (cabeça toda, na nuca, se é em metade da cabeça, por exemplo), fatores associados (intolerância a luz, barulho, cheiros, náuseas vômitos, lacrimejamento, vermelhidão no olhos etc).

Cada tipo específico de dor tem um ou mais tratamentos possíveis. Essa escolha vai depender da dor em questão, do perfil de cada paciente, dos efeitos colaterais de cada medicamento. Toda pessoa com dor recorrente, crônica, que lhe prejudica o dia a dia, merece ao menos uma avaliação tendo como objetivo de diagnosticar o tipo de dor, descartar doenças que poderiam causar dores semelhantes e ter ao menos um esclarecimento sobre o que está ocorrendo.

Dr. Alexandre Bossoni CRM 139466 – Neurologista